SAMUEL URIA RETRATO

O Teatro Virgínia, em Torres Novas, recebe este sábado, às 18h, o concerto de Samuel Úria. Os bilhetes têm o custo de 10€ (sendo aplicáveis descontos) e podem ser adquiridos na bilheteira local (segunda a sexta 15h-18h30), nos pontos aderentes Fnac e Worten ou online em www.bol.pt.

«Canções do Pós-Guerra» foi o título que Samuel Úria escolheu para o seu mais recente disco. Premonitório? Talvez… dizem que a arte tem essa capacidade, esse recurso de preceder os acontecimentos. Neste caso, esta «guerra» será, como sempre, interior e espiritual. Uma vez mais, Samuel Úria obriga-nos a olhar para dentro. Não num exercício egocêntrico mas antes como parte de um caminho de necessária partilha.

Efectivamente, o repertório deste novo trabalho foi composto e gravado em período pré pandemia. E por muito que se apregoe que este «Canções do Pós-Guerra» é o disco mais confessional de Samuel Úria, tal como em registos anteriores, ou ainda mais, as suas composições confrontam-nos connosco próprios, algo que só as «canções eternas» têm a capacidade de provocar.

Mas este concerto tem ainda o propósito de conduzir o público numa viagem à criatividade de Samuel Úria, num percurso que terá um pé nos seus trabalhos anteriores. E se esperam que a jornada seja tranquila, desenganem-se, o conforto dos vossos lugares vai ser frequentemente assaltado pela energia explosiva com que Samuel e companheiros desequilibram (ou deveríamos dizer, equilibram) os momentos de intimidade.

Nascido no decote da nação, entre o Caramulo e a Estrela, Úria leva para os palcos o blues do Delta do Dão. De lenda rural para lenda urbana, tudo está certo: meio homem meio gospel, mãos de fado e pés de roque enrole. Com uma proveniência marcada pelo punk, pelo rock’n’roll e pela estética low-fi, Samuel Úria tem ganho notoriedade desde 2008. Destacando-se entre pares pela sua singularidade no uso da língua materna, as suas canções podem ainda ser encontradas no repertório de outros artistas, consagrando-o como o mais interessante cantautor do século XXI.

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