A Associação Diab(r)etes vai realizar entre sábado e segunda-feira, em Santarém, o primeiro campo de férias para adultos com diabetes, visando a partilha de experiências e a desmistificação da doença.

Em comunicado, a associação afirma que a iniciativa, a decorrer na Quinta da Ómnia, inclui sessões de informação sobre a diabetes, dinâmicas de grupo, torneios desportivos, ‘workshops’, debates e reflexões, com o objectivo de “tornar os participantes mais conhecedores, autónomos e confiantes na gestão da sua doença”.

Reconhecendo ser rara a realização de um campo de férias para esta faixa etária, “sobretudo quando tem como objectivo promover a aproximação e a partilha entre pessoas com a mesma doença ou condição”, a Diab(r)etes sublinha a possibilidade dada aos participantes de passarem “por uma experiência de encontro, partilha e desmistificação da vivência com a diabetes”.

Segundo o presidente da Diab(r)etes, Sérgio Louro, o projecto de um campo de férias para adultos com diabetes, ideia antiga e que a associação pretende tornar regular, tornou-se possível graças ao apoio da Sociedade Portuguesa de Diabetologia e de empresas do sector.

“Aqui os participantes irão encontrar um clima de confiança, sem receios de diferença, estarão entre pares. Os momentos de aprendizagem serão vários, tal como os de diversão, mostrando que a diabetes não limita quem a tem”, afirmou.

Segundo o Observatório Nacional da Diabetes, em 2015, em Portugal existiam mais de um milhão de pessoas adultas (20-79 anos) com diabetes (mais de 13% da população), “sendo que somente 56% destes estão diagnosticados”.

Os números têm aumentado nos últimos anos.

Ao longo dos três dias do campo, profissionais de saúde promoverão sessões de formação, nomeadamente sobre a utilização de ‘apps’ de saúde, como uma aplicação para gestão da diabetes que conta actualmente com mais de um milhão de utilizadores e que pode ser descarregada gratuitamente.

Esta aplicação permite ao utilizador “fazer a descarga automática dos dados de glicemia, monitorizar vários indicadores da doença e exportar esta informação num relatório para poder partilhar com o profissional de saúde”, acrescenta o observatório.

A diabetes é uma doença caracterizada pela incapacidade do organismo em produzir insulina ou utilizá-la adequadamente, provocando concentrações elevadas de glicose no sangue.

Existem dois tipos principais: a diabetes tipo 1, causada pela destruição das células do pâncreas que produzem a insulina, e a de tipo 2, que representa mais de 90% de todos os casos a nível mundial e que ocorre quase inteiramente em adultos, resultando da incapacidade do organismo em responder à acção da insulina e que pode ser prevenida com um estilo de vida saudável.

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