Seller Danza apresenta no Cartaxo espectáculo atrás das vidraças com público no exterior

 A companhia Seller Danza apresenta, na sexta-feira à noite, “Tetralogia de um transgressor”, a partir do interior do Centro Cultural do Cartaxo, ficando o público no exterior, a assistir através das vidraças do edifício.

Em comunicado, a Câmara do Cartaxo afirma que esta “experiência diferente”, em que os artistas estarão atrás das fachadas de vidro e o público na rua, “beneficiando de uma iluminação especialmente preparada para este efeito”, resulta de uma residência artística de dança contemporânea que decorre no Centro Cultural, desde o passado dia 06.

A criação original “Tetralogia de um transgressor”, com coreografia de Juan Seller e música original de Pedro Finisterra, Sílvia Mendonza e João Loureiro, “baseia-se em histórias da vida real, que falam, entre outros temas sensíveis, de esquizofrenia ou bipolaridade”.

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A Seller Danza foi criada em 1991 pelo coreógrafo espanhol Juan Maria Seller e tem a sua residência no Cartaxo, no Ateneu Artístico Cartaxense.

“Por uma noite, os vidros da fachada do Centro Cultural do Cartaxo serão montra de um espectáculo onde a dança e as luzes ocuparão lugar de destaque”, afirma o comunicado, adiantando que a distância de segurança imposta pela covid-19 “estará assegurada”.

Criada em Espanha, a Seller Danza tornou-se uma “companhia de projectos” que andou por diversos países até acabar por se fixar no Cartaxo, próximo de Santarém, por “algo mais pessoal do que profissional”, região onde Juan Seller fez a sua primeira performance aos 14 anos, no Círculo Cultural Scalabitano.

Por não gostar de grandes cidades, estes pareceram-lhe “sítios perfeitos”, disse à Lusa.

Além da companhia, Juan dá aulas no Ateneu Artístico Cartaxense e no Conservatório de Música de Santarém, aliando o trabalho artístico e pedagógico.

Frisando que o projecto de dança contemporânea da Seller Danza não é experimental, o coreógrafo afirmou que é antes “muito pensado”, muito trabalhado para “chegar ao público, pelo menos de forma emotiva, não só visual”.

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