“Ser adepto da UDS é acreditar até ao último segundo que a vitória é possível”

Por “amor ao clube”, a Claque da União de Santarém – “Nova Geração UDS” – decidiu meter mãos à obra e dar uma ajuda na manutenção do Chã das Padeiras, pintando as bancadas do estádio, dando-lhe “uma cara mais alegre” e condigna para a participação nos Campeonatos Nacionais. Um trabalho que não é comum a este tipo de organizações que assume como “maior rival” as pessoas de Santarém “que se distanciaram do clube”.

O que é ser adepto da União de Santarém?
Ser adepto da UDS é lutar contra todas as adversidades, é acreditar até ao último segundo que a vitória é possível. É ser especial pois somos dos poucos que apoiam o clube da cidade.

Qual é o vosso maior rival?
O nosso maior rival são as pessoas da cidade de Santarém, que se distanciaram do clube e não o sentem como nós o sentimos.

Os jogos com os clubes rivais são preparados de forma diferente?
São iguais, a vontade e o objectivo é o mesmo, vencer, vencer, vencer.

Como é que se prepara uma claque para um jogo?
Com enormes coreografias e cânticos. Perdemos muitas horas e noites longe dos nossos e da nossa família para preparar os jogos, em prol da União.

Que tipo de ‘recrutamento’ têm feito?
Através de vídeos e fotos nas redes sociais, flyers, para aproximar o clube das pessoas da cidade.

Como viram a trajectória do clube da segunda divisão até aos nacionais?
Sempre lado a lado, com um único objectivo, rumo aos nacionais. Quando muita gente não acreditava que seria possível, nós estávamos lá e juntamente com os jogadores e equipa técnica, conseguimos o que ninguém acreditava.

Vão acompanhar todos os jogos? Mesmo nos Açores?
Claro, vamos a todo o lado que seja possível porque sem apoios, também não é possível fazermos centenas de Quilómetros. Aos Açores já está a ser planeado.

Qual é a relação da claque com a direcção do clube, jogadores e restante massa associativa?
Por vezes, sentimos que os jogadores não iam ao nosso encontro, quando éramos os primeiros a puxar por eles. Da direcção, tem feito um grande esforço e somos valorizados. O resto da massa associativa alguns apoiam porque nos conhecem, outros não apoiam porque não sabem ou não querem ver o nosso trabalho.

Que convite fazem a quem quer pertencer à vossa claque?
Venham ter connosco, venham a um jogo connosco, venham uma noite fazer as coreografias connosco, venham sentir o nosso espírito e serão tratados como nós tratamos a todos, desde os que estão de início aos que tem chegado ultimamente, como uma família.
Somos Scalabitanos, somos da União de Santarém, somos a NOVA GERAÇÃO ULTRAS UDS!!!


“Para mim, conseguir a manutenção é uma grande vitória”

Mário Madeira, Sócio Número 1 da UDS

O que espera da equipa para esta temporada e como viu a trajectória do União até aos Nacionais?
Acompanhei todos os jogos. Estava convencido que já não via a minha equipa nos Nacionais. Mas, finalmente vi e estou eufórico. Tenho que agradecer a várias pessoas, especialmente ao José Gandarez (actualmente presidente da Assembleia-Geral) porque foi ele que colocou na cabeça que a equipa tinha que ir para os Nacionais, e conseguiu. Um grande feito e com poucos apoios. Agora vivo na expectativa, a cada jogo. Para mim, conseguir a manutenção é uma grande vitória.

O União tem equipa para se aguentar neste campeonato?
Daquilo que vi, ainda não consigo tirar conclusões. Tenho estado a acompanhar os jogos das outras formações e são equipas muito fortes. Mas estou convencido que não será fácil virem ganhar a Santarém, iremos, com certeza, fazer bons resultados.

Acompanhou a trajectória e a história do clube ao longo destes anos, assistiu ás subidas e aos títulos. Foram momentos importantes para si?
Muito importantes. Passei aqui bons e maus momentos. Passei aqui momentos que nem me quero lembrar: por alturas em que não tínhamos dinheiro… eram dois, três, quatro meses por pagar. Tínhamos a sorte de ter bons jogadores, mas tivemos muitas dificuldades. Depois, o clube caiu um pouco. Mas por sorte, o José Gandarez apareceu e resolveu levantar o clube. No ano passado, a época foi extraordinária. Arranjou-se uma equipa quase familiar, como nunca tinha visto. Cada jogador trazia a família toda, os filhos, os pais, os avós, tudo equipado à União. Via um banco com 20 ou 22 jogadores e nunca vi um que estivesse maldisposto. Ajudavam-se todos uns aos outros. Foram fantásticos.

É importante trazer a massa associativa aqui ao estádio?
Sim, esse aspecto é muito importante. No ano passado – mais na parte final – já tínhamos aqui [no Chã das Padeiras] umas centenas de adeptos, o que era muito bom. Este ano, espero que venha mais gente apoiar o clube de Santarém.

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