“Bairro da Poesia” marca a estreia literária de Hugo Sampaio. Trata-se de uma obra de poesia em prosa que retrata uma viagem por um bairro cheio de sentimentos, “uma história em que o amor ama, perde e vive entre a felicidade, ama a realidade intensa da paixão… uma viagem pelos caminhos da vida transformadas em eternas palavras de amor”.
Hugo Silva Sampaio, nasceu a 31 de Julho de 1979, em Santarém, mas cresceu e vive, até hoje, na aldeia de Quebradas, Azambuja. É formado em Animação Sociocultural, com mestrado em Intervenção para o Envelhecimento Ativo.
O multifacetado artista Hugo Sampaio é autor de cerca de uma centena de letras e músicas, editadas em diversos discos, e assume-se como um apaixonado pela escrita, pela arte em geral, pelos palcos e por histórias de vida.

Em que altura da sua vida despertou para a escrita e, em particular, para a poesia?
O despertar da escrita penso que aconteceu por volta dos 17 anos em que por momentos nas aulas de diferentes disciplinas ficava distraído e voava para o mundo imaginário e sentimental em que utilizava palavras e os seus jogos para exprimir em forma de “segredo”.
Somos influência do meio que nos rodeia e dos caminhos da vida.
Em 1999, enquanto estudava música na cidade de Évora, escrevi o meu primeiro poema com composição musical. “Sentir” a felicidade, libertar, gritar o prazer de sentir a paixão e o amor misturados nos versos da minha poesia.
Desde então fui sempre escrevendo talvez para esquecer ou para fazer lembrar, criar memórias conscientes do inconsciente.
Tenho fases em que escrevo imenso e outras de imenso silêncio. Talvez nesse período esteja a carregar “jogos de palavras” para mais tarde as libertar.

O que inspirou este seu livro?
Durante a pandemia, senti a necessidade de libertar a realidade e o meu mundo imaginário num jogo de palavras sentidas com amor, paixão, desencontros, dança, música, história, esperança, saudade, prazer, medo, dor, caminho, mudança, tudo o que não sei e tentei escrever o que mais amaria saber, para transmitir a quem me ler.
Este Bairro da Poesia é real e imaginário, é livre com liberdade e amarrado na saudade de uma inspiração consciente e inconsciente.
Em tempo de pandemia o senti que a vida expira, tem um prazo mais sentido. Por isso tentei viver o lado bom do amor que inspira. Escrevi sobre “a saudade que é um excesso de ausência” e a dor podem ser a arte que escrita fará pensar imenso.
O Bairro da Poesia deixou de ser meu, agora passa a ser de teu, da tua família, dos teus amigos, da tua rua, da tua aldeia, vila ou cidade.
Vou fazer-te uma pergunta. Queres ser meu vizinho no Bairro da Poesia?
A entrada é livre e grátis, podes vir só ou com os teus amigos, a poesia são os teus olhos que a podem ver com o sentimento do teu coração no momento.
Não é difícil, simplesmente podes ler tudo no mesmo dia ou poderás ler quando sentires saudade de alguém, ou quando estiveres com uma pessoa especial podes passear neste que também é teu Bairro da Poesia.

Como foi o processo criativo?
Quando se sente as palavras vivem nas pontas dos dedos e na voz que vive dentro de nós, no diálogo entre o Hugo e o amigo imaginário do Hugo, não sei ainda o nome do meu amigo imaginário, mas talvez um dia possa vir a saber e a dizer-vos.
Sentado algures na minha aldeia de Quebradas escrevi a maior parte deste Bairro da Poesia, os outros pedaços aconteceram em diferentes locais, alguns descritos no decorrer do livro.
Escrevi sem lei, sem travões, sem medo, com erros, com muito amor, saltei barreiras, sem filtros, sem preconceitos sem regras de rimas.
Este Bairro da Poesia foi sonhado, não para ser vivido sozinho, mas com todas as pessoas que o queiram sentir.
Neste “Bairro da Poesia” a capa foi realizada por Marina Plácido, a revisão por: Nádia Carnide Pimenta; Iza e “Doutora Passaporte”.
A impressão do livro foi realizada pela PRINTER PORTUGAL.

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O que representa para si a escrita?
A escrita tem uma dimensão maior que a sua palavra é uma multiterapia que ajuda a desconstruir para construir momentos felizes.
Amo escrever para me libertar, para dizer de forma direta e indireta o que sinto, o que vivo. Mas também, para que quem me possa ler, ser mais feliz.
Todos somos autores da nossa vida.

Considera que um livro pode mudar uma vida?
Um livro pode fazer ver a vida com outro olhar, influenciando e consciencializando quem se encontra e sente a mensagem real e imaginária.
Podem existir duas histórias parecidas, jamais serão iguais, podem existir dois poemas parecidos, mas não serão iguais. Serão sentidos de forma única por cada leitor que se encontra com o livro.
Este Bairro da Poesia é um livro diferente que incentiva à escrita, os leitores vão perceber que é um livro diferente que pretende motivar a que surjam novos autores os ditos “Vizinhos deste Bairro da Poesia”.

Quais são as suas grandes referências literárias?
Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Carlos Peres Feio.

Tem outros projectos em carteira que gostaria de dar à estampa?
Pretendo gravar um álbum musical com o conteúdo deste “Bairro da Poesia” e muito em breve apresentar o “Turismo de Botas” um produto de animação turística na vertente de turismo de memórias.

Um título para o livro da sua vida?
Digo sem medo.

Viagem?
Conhecer mais do nosso Portugal.

Música?
“História Linda” – Carlos Paião.

Quais os seus hobbies preferidos?
Escrever, dançar, cantar, compor música, ver o mar, rio e caminhar na natureza e visitar património cultural e religioso.

Se pudesse alterar um facto da história qual escolheria?
Transformar o ódio em amor. Vida sem guerra e sem fome.

Se um dia tivesse de entrar num filme que género preferiria?
Humor.

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