Dois homens, residentes no Entroncamento, indiciados da prática de um crime de violação agravada na forma tentada, dois crimes de coação sexual agravada e um crime de roubo, vão ficar em prisão preventiva, anunciou hoje a Procuradoria de Santarém.

Em comunicado, o Ministério Público explica que a medida de coação foi aplicada depois do primeiro interrogatório judicial, realizado na quinta-feira à tarde, no tribunal de Instrução Criminal de Santarém.

Os dois homens, com 22 e 30 anos, foram detidos por elementos da Directoria de Lisboa e Vale do Tejo da Polícia judiciária (PJ), munidos de mandados de detenção fora de flagrante delito emitidos pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Santarém.

“Os dois indivíduos do sexo masculino, residentes no Entroncamento, estavam fortemente indiciados pela prática, em coautoria e em concurso, de um crime de violação agravada na forma tentada, de dois crimes de coação sexual agravada e de um crime de roubo, ocorridos na cidade de Santarém nas manhãs dos dias 09 e 15 de Setembro de 2018”, afirma a nota.

Também em comunicado, a PJ afirma que os detidos são suspeitos de coação sexual, violação na forma tentada e roubo sobre três mulheres, com 71, 47 e 41 anos, crimes ocorridos “em momentos e locais distintos” e de “pouco movimento”.

“Uma das vítimas é cidadã estrangeira e encontrava-se de passagem no local, uma vez que percorria, em peregrinação, um dos Caminhos de Santiago, sendo as outras duas vítimas cidadãs portuguesas, residentes em Santarém”, afirma a nota da PJ.

Segundo a PJ, “o conhecimento dos factos causou um considerável alarme social na cidade, tendo a Polícia Judiciária desencadeado diligências imediatas, com vista à recolha de elementos probatórios que pudessem conduzir à identificação e detenção dos autores”, no que contou com o auxílio das esquadras da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Santarém e do Entroncamento.

A convicção de existência de “perigos de continuação da actividade criminosa e de alteração da ordem e tranquilidade públicas, face à percepção de insegurança, especialmente por parte da população feminina da cidade, na sequência de amplo comentário e notícia dos factos pela comunicação social”, levou o Ministério Público a promover a medida de coação que foi aplicada pelo juiz de instrução, afirma o comunicado da Procuradoria.

A medida poderá vir a ser substituída por obrigação de permanência na habitação com vigilância electrónica, “caso se mostre viável tal modificação da medida de coação”, acrescenta.

Leia também...

Bombeiros de Fátima celebram 20º aniversário

Os Bombeiros de Fátima completaram no passado domingo, 20 anos de existência e assinalaram a efeméride com uma cerimónia que reuniu entidades oficiais, sócios…

“Enquanto o Sol e a Lua existirem” Por Cândido Azevedo

Sabemos que gestos como “evangelização” ou “missionação” (transmissão da fé cristã em ambientes descrentes) foi sempre uma das prioridades presentes na nossa Expansão Ultramarina.…

Agricultores ribatejanos apreensivos com a falta de água

Os níveis de reserva hídrica no norte do vale do Tejo estão “bastante abaixo do normal” para esta época do ano, o que está…

Projecto propõe “comboio” de bicicletas para levar mais novos à escola em Rio Maior

Um estudante da Escola Secundária de Rio Maior vai, durante uma semana, organizar um “comboio” de bicicletas para incentivar alunos e encarregados de educação…