Trabalhadores da Rodoviária do Tejo em protesto para exigir fim do lay-off

A direcção regional de Santarém do STRUP/FECTRANS realiza esta quarta-feira, 8 de Julho, desde as 10h30, uma concentração para exigir o fim do lay-off dos trabalhadores nas empresas do grupo que integra as Rodoviárias do Tejo, Lis e Oeste, junto à sede da Rodoviária do Tejo, em Torres Novas.

Numa nota enviada à comunicação social, a direcção regional do STRUP/FECTRANS afirma que “viram drasticamente reduzidos os seus salários para cerca de 570 euros líquidos” e por essa razão “vão fazer uma concentração de protesto, em frente à sede da Rodoviária do Tejo, em Torres Novas”.

“Este grupo de empresas é propriedade da Barraqueiro/Arriva, cujo o maior accionista é Humberto Pedrosa, o mesmo que alega prejuízos nas empresas rodoviárias, mas negoceia milhões no sector aéreo, e da Transdev, grupo multinacional francês que ao longo de décadas transferiu para o estrangeiro os lucros gerados em Portugal”, refere o mesmo comunicado.

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Ainda segundo o sindicato “desde o início da pandemia que esta empresas paralisaram a sua actividade que implica que os trabalhadores viram drasticamente reduzidos os seus salários para cerca de 570€ líquidos e as populações dos distritos de Santarém e Leiria viram-se confrontados com oferta de transporte público, apesar das empresas privadas de transporte rodoviário de passageiros continuarem a receber dinheiro do Estado”.

“Ao recorrem ao lay-off simplificado, estas empresas passaram os seus custos para a Segurança Social, ou sejam para todos os cidadãos que contribuem para ela contribuem e para os respectivos trabalhadores”, destaca a nota informativa.

O representante dos trabalhadores indica que “mais uma vez fica demonstrado que para estas empresas privadas, quando há lucros eles são privados, mas na altura de crise os custos têm que ser públicos”.

A União dos Sindicatos do Distrito de Santarém mostra-se ainda “solidária com estes trabalhadores e estará também representada nesta concentração”.

O grupo de empresas à qual pertence a Rodoviária do Tejo, tem o capital social repartido pela Barraqueiro/Arriva, cujo o maior accionista é Humberto Pedrosa.

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