Trabalhadores dos CTT de Rio Maior, no distrito de Santarém, iniciaram hoje, segunda-feira uma greve de duas horas ao início de cada período de trabalho, uma paralisação que se prolonga até ao dia 06 de dezembro.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios, afeto à Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (SNTCT/Fectrans), na sequência de uma decisão aprovada num plenário em que “foram analisadas as deficientes condições de trabalho, decorrentes da falta de trabalhadores, tendo em conta que a necessidade de acumular lucros para os acionistas se sobrepõe à obrigação de serviço público”.

De acordo com uma nota do sindicato, “a equipa de trabalho está exausta e há trabalhadores a serem seguidos por médicos da especialidade (Psicologia e psiquiatria) e outros a recorrer a fármacos do foro psicológico”.

O SNTCT denuncia ainda que “os giros não são exequíveis” e “há milhares de correspondência por entregar”, fazendo com que “os carteiros sejam confrontados diariamente pelos clientes e algumas vezes já com muita agressividade”.

Acusando os responsáveis pela estação de “nada fazerem para melhorar as condições de trabalho e o serviço prestado às populações”, o sindicato considera que “a opção pela greve se tornou inevitável”.

A Lusa questionou os CTT, mas ainda não obteve uma resposta.

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