Montijo viveu na noite da passada sexta- feira uma grandiosa noite de toureio equestre, apreciada por uma grande moldura humana e envolta num ambiente extraordinário. Luís Rouxinol assinalava na sua terra o 35.º aniversário da sua alternativa e teve uma festa muito emotiva e bela. Merecida!

A aposta empresarial num cartel diferente – os Rouxinóis e os Fernandes – resultou na perfeição, quer em termos de atracção de público, como ao nível técnico e artístico.

Consabidamente Luís Rouxinol e Rui Fernandes assumem conceitos distintos entre si, mas igualmente sérios e vistosos. A geração vindoura – Luís Rouxinol Júnior e Duarte Fernandes – assume idênticos conceitos, embora dando sempre algo de si, o que muito os valoriza e engrandece o toureio a cavalo.

Os “jaboneros” de Canas Vigouroux estavam bem apresentados, e cumpriram na generalidade, nunca sendo fáceis, mas exigindo as credenciais a quem os enfrentou, nomeadamente aos forcados locais, que muito padeceram para solver o seu compromisso.

Todos os marialvas triunfaram nas lides a solo e dignificaram o toureio em duas interessantes lides a duo, numa agradável sintonia técnica e artística, o que resulta muito bem quando os toureiros em praça se entendem na perfeição, como foi o caso. Luís Rouxinol – Homem muito digno e Toureiro muito bom! – teve a festa que merecia e que constitui o corolário da sua trajectória sempre em sentido ascendente, até atingir o estrelato, espaço que ocupa por pleno direito há largas temporadas.

O Grupo de Forcados Amadores de Cascais esteve nesta noite num plano muito agradável, consumando todas as sortes ao primeiro intento por intermédio de Afonso Marques Jesus, Ricardo Silva e Carlos Dias.

Os Amadores do Montijo tiveram uma noite mais afanosa e complicada. Ricardo Almeida consumou a sua sorte à terceira tentativa, a dobrar Hélio Lopes, desfeiteado nas suas duas tentativas; O terceiro toiro da corrida recolheu aos chiqueiros sem ser pegado, após várias tentativas de caras por João Paulo Damásio e Gonçalo Costa, e de duas tentativas de cernelha, goradas, por intermédio de Joaquim Consulado e Ricardo Almeida; O Cabo José Pedro Suíças salvaria a honra do convento, consumando uma boa pega à primeira tentativa.

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