Troço da EN114 encerrado em Santarém desde 2014 deverá reabrir em “meados” de Outubro

O troço da estrada nacional 114 que liga o planalto de Santarém à ponte D. Luís, encerrada ao trânsito desde Agosto de 2014 devido a uma derrocada na encosta de Santa Margarida, deverá reabrir em meados de Outubro.

Fonte da Infraestruturas de Portugal (IP) disse à Lusa que, concluída a intervenção promovida pela Câmara de Santarém naquela encosta, a reabertura da estrada está dependente de uma avaliação e de um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) que confirme estarem reunidas as condições para ser retomada a circulação.

O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, disse à Lusa que a IP “não abre a estrada se não quiser”, uma vez que foram concluídas as obras identificadas como necessárias para suster a encosta e garantir a segurança na via, situação que, afirmou, está atestada pelos técnicos do município.

“A estrada não é nossa e não vou aceitar mais o ónus para o município de Santarém”, declarou, remetendo para a IP a responsabilidade pela continuação da interdição.

Na resposta à Lusa, a IP afirma que a decisão de encerramento foi “sustentada num relatório do LNEC que recomendava o encerramento da EN114 até que fossem executadas as obras necessárias nas encostas de Santarém, de modo a conter, no caso de novos deslizamentos, a invasão de terras neste troço de estrada”.

“Desta forma, a reabertura ao trânsito da EN114 só deverá acontecer após nova inspeção do LNEC, que confirme que os trabalhos efectuados permitiram corrigir/mitigar os riscos de novas derrocadas sobre a estrada”, acrescenta.

A empresa diz estar “já a executar alguns trabalhos na EN114, nomeadamente ao nível de ceifas, desmatações e limpezas e de substituição da sinalização vertical de código”.

Seguir-se-ão “intervenções de pavimentação e de marcação horizontal em toda a extensão do troço que se encontra encerrado ao tráfego”, trabalhos que a IP espera concluir até “meados” do mês de Outubro, altura em que espera ter já o parecer do LNEC.

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