A Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria), através da Unidade de Dor Aguda, promoveu, no dia 17 de outubro, na Casa do Brasil, em Santarém, uma iniciativa dedicada à comemoração do Dia Mundial da Dor, sob o lema “Conhecer a Dor, Desfazer Mitos, Melhorar Vidas”.
A sessão de abertura contou com as intervenções de Ana Ricardo, diretora do Bloco Operatório e coordenadora da Unidade de Dor Aguda da ULS Lezíria, Teresa Rodrigues, diretora clínica dos Cuidados de Saúde Hospitalares da ULS Lezíria, e Teresa Ferreira, vereadora da Câmara Municipal de Santarém responsável pelo pelouro da Saúde.
Na sua intervenção, Ana Ricardo agradeceu a presença dos participantes e destacou o trabalho desenvolvido pela comissão organizadora, bem como a todos os profissionais que diariamente contribuem para a melhoria dos cuidados prestados aos doentes da ULS Lezíria.
Por sua vez, Teresa Ferreira, felicitou a Unidade de Dor Aguda pela organização da iniciativa e pela preocupação em aproximar o conhecimento científico da comunidade.
A autarca destacou a importância de combater ideias preconcebidas sobre a dor, sublinhando que “para cuidar melhor, precisamos primeiro de compreender, precisamos de informação rigorosa para desfazer ideias erradas e de conhecimento para que cada pessoa possa reconhecer os sinais, procurar ajuda e participar de forma esclarecida nas decisões relativas à sua saúde”.
Ao usar da palavra, Teresa Rodrigues destacou a importância de uma abordagem multidisciplinar e centrada na pessoa, lembrando que a dor, apesar de constituir uma experiência universal, é vivida de forma diferente por cada indivíduo.
“A dor nem sempre é visível, nem sempre se traduz em sinais objetivos ou em alterações que os exames consigam demonstrar. Mas isso não a torna menos real nem menos merecedora da nossa atenção”, afirmou a responsável.
Na sua intervenção, Teresa Rodrigues salientou igualmente que o controlo da dor exige conhecimento científico, competência técnica, comunicação, empatia e trabalho em equipa, envolvendo diferentes grupos profissionais e uma articulação eficaz entre os cuidados hospitalares, os cuidados de saúde primários e a comunidade.
“Tratar a dor não significa apenas reduzir uma escala numérica. Significa ajudar uma pessoa a voltar a caminhar, a dormir, a trabalhar, a cuidar de si, a recuperar confiança no próprio corpo ou simplesmente a viver com mais conforto e dignidade”, reforçou.
Ao longo do dia, o programa contemplou um conjunto diversificado de sessões dedicadas às diferentes dimensões da dor.
As diferentes intervenções, dinamizadas por profissionais de várias áreas da saúde, permitiram apresentar perspetivas complementares sobre a prevenção, avaliação e tratamento da dor, valorizando tanto as abordagens farmacológicas como as estratégias não farmacológicas.
