A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo iniciou as obras de ampliação e requalificação do bloco operatório do Hospital de Torres Novas, num investimento de cerca de 302 mil euros, informou hoje a instituição.

A intervenção, com uma duração estimada de três meses, contempla a remodelação de dois espaços do bloco operatório, com o objetivo de melhorar as condições físicas e funcionais e reforçar a capacidade de resposta cirúrgica da ULS Médio Tejo, que agrega as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas.

A intervenção integra uma estratégia de reorganização da atividade cirúrgica da ULS, que prevê concentrar em Torres Novas uma parte significativa da cirurgia de ambulatório das diferentes especialidades, libertando capacidade no bloco operatório do Hospital de Tomar para a realização de mais cirurgias programadas.

Segundo a ULS Médio Tejo, a reorganização permitirá uma utilização mais eficiente e articulada da capacidade instalada nos diferentes hospitais e aumentar o número global de cirurgias realizadas, contribuindo para a redução dos tempos de espera.

Após a conclusão das obras em Torres Novas está “previsto o início da requalificação integral” do bloco operatório do Hospital de Abrantes, num investimento de cerca de 1,6 milhões de euros, lê-se na nota.

As intervenções nos blocos operatórios de Torres Novas e Abrantes integram o plano global de investimentos da ULS Médio Tejo para 2026, no valor de cerca de 15 milhões de euros, destinado aos cuidados hospitalares e aos cuidados de saúde primários.

Deste montante, 1,8 milhões de euros estão previstos para a aquisição de equipamentos para os cuidados de saúde primários, com o objetivo de reforçar a capacidade de diagnóstico, vigilância e acompanhamento clínico.

Segundo o presidente do conselho de administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos, os investimentos pretendem “traduzir-se em ganhos concretos para os utentes”, através do reforço da cirurgia de ambulatório e da libertação de capacidade para cirurgia programada no Hospital de Tomar.

“Esta visão integrada dos nossos hospitais permite-nos utilizar melhor os recursos disponíveis, aumentar a nossa capacidade cirúrgica e trabalhar para reduzir os tempos de espera”, afirma, citado pela ULS Médio Tejo.

A instituição acrescenta que o plano de investimentos de 2026 dá continuidade à modernização das infraestruturas e ao reforço da capacidade assistencial nos hospitais e nos cuidados de saúde primários da região.

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