A União Desportiva de Santarém perdeu em casa perante o Benfica e Castelo Branco por 3-2, depois de estar a perder por 3-0, graças a uma primeira parte onde simplesmente não existiu.

Na segunda metade da partida as entradas de Pedro Augusto, Serginho e Mendonça vieram trazer outra acutilância atacante à equipa de André Luís, mas uma primeira parte para esquecer cavou uma desvantagem difícil de superar, frente a uma turma albicastrense muito bem organizada… durante os 90 minutos.

U. Santarém e Benfica de Castelo Branco partiram para a 6.ª Jornada da prova em igualdade pontual, ambas com cinco pontos, correspondentes a uma vitória, dois empates e duas derrotas.

Equilíbrio esse que foi a nota dominante no primeiro quarto de hora da partida, com algum ascendente da turma albicastrense, sem, contudo, criar lances de perigo junto à baliza de Gonçalo.

Com um meio campo muito povoado, mas muito recuado, a União apostava na profundidade, com Didi e Ruben Gouveia muito sozinhos na frente e Leo, com obrigações de fechar o corredor direito, igualmente muito longe da área adversária. Assim, foi o Benfica que impôs o seu jogo como uit bem quis, e, sobretudo em lances de bola parada foi construindo um resultado que chegou a ser bem pesado para as cores escalabitanas.

A vantagem albicastrense começou a ser construída a dois minutos dos 45 regulamentares, numa desmarcação de Clayton que à saída de Gonçalo rematou rasteiro e cruzado para o fundo das redes escalabitanas.

Já no tempo de compensação, o golo do jogo, foi apontado por Kalunga, num forte e bem colocado remate à entrada da área. Um golo que bandeira.

Com um União quase inexistente no ataque, a vantagem, ao intervalo, aceita-se perfeitamente, já que foram os albicastrenses os únicos que a procuraram.

No reatamento, André Luís fez entrar Mendonça e Serginho para os alugares de Cajarana e João Martins e dois minutos decorridos Stenio teve nos pés a possibilidade de reduzir, mas Issouf, na linha de golo evita o golo.

Na resposta, a turma albicastrense chega ao terceiro golo, com Leo Araújo a rematar de cabeça sem grande oposição no interior da pequena área escalabitana, na transformação de um pontapé de canto no lado esquerdo do seu ataque.

No primeiro quarto de hora da etapa completar a União construiu mais oportunidades de golo do que em toda a primeira parte.

O golo tardava, mas acabaria por chegar à passagem do minuto 68, de grande penalidade, apontado por Ruben Gouveia, depois de um corte com a mão de André Cunha, no interior da área albicastrense, após cruzamento de Serginho na esquerda do ataque unionista.

O golo galvanizou a equipa e Pedro Augusto num cabeceamento no interior da área colocava a equipa a perder pela diferença mínima (2-3).

Mais com o coração do que com a cabeça, a União continuou a tentar igualar a partida, mas sem êxito.

A União acaba por perder a partida graças a uma primeira parte em que esteve simplesmente inexistente, pelo que se aceita que os três pontos sigam viagem no autocarro de quem esteve em campo 90 minutos e não apenas 45.

Boa arbitragem.

Ficha do Jogo

Campeonato de Portugal, 6.ª Jornada

Árbitro: Carlos Espadinha, assistido por Pedro Ferreira e Carlos Batista

U. Santarém: Gonçalo Pinto, Miguel Lopes (Pedro Augusto, 68’) Hugo Grilo, Allan Peixoto, Cajarana (Serginho, Reatamento), Ganhão, Stenio Santos, João Martins (Bruno Mendonça, Reatamento), Leo, Didi, Ruben Gouveia.

Suplentes não utilizados: Diogo Ferreira, Fábio Nogueira, Nuno Longo, Tomás Cardoso.

Treinador: André Luís.

Benfica e Castelo Branco: Caio, André Cunha, Issouf, Leo Araújo, Zezinho, Caetano (Rodriguez, 71’), Clayton (Rafa, 62’), Zid, Diogo Silva, Kalunga (Motty, 54’), Stevy.

Suplentes não utilizados: João Gomes, Eira, Rodrigo Simão, Murillo.

Treinador: Pedro Barroso.

Acção disciplinar: Cartões amarelos para Kalunga (16’), Zid (30’), Stenio 47’, Ruben Gouveia (60’), Leo (74’), Leo Araújo (74’), Zezinho, 81’, Caio 88’,

Golos: 0-1 43’ Clayton, 0-2 45’+1’ Kalunga, 0-3 Leo Araujo (49’), 1-3 Ruben Gouveia (67’ g.p.), 2-3 83’ Pedro Augusto.

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