Foto Ilustrativa
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 A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Médio Tejo (CUSPMT) lançou uma petição/abaixo-assinado para reivindicar a escolha de um novo corredor para a passagem da Linha de Muito Alta Tensão que deverá atravessar o concelho de Alcanena.

“O corredor proposto pela Rede Elétrica Nacional (REN), e já rejeitado pela Assembleia Municipal de Alcanena, traz problemas de saúde pública para as populações, para as atividades económicas e sociais e para os ecossistemas ambientais”, refere a CUSPMT, em comunicado divulgado hoje.

Nesse sentido, lê-se na nota, as Comissões de Utentes do Médio Tejo e o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) de Santarém lançaram uma petição/abaixo-assinado para “recusar a implementação” do traçado proposto e “reivindicar que seja escolhido um novo corredor” para a passagem da Linha de Muita Alta Tensão (LMAT).

Segundo a CUSPMT, neste momento “estão em fase de análise os pareceres de diversas entidades a propósito da instalação, por parte da REN, de uma LMAT de Lavos/Figueira da Foz para Rio Maior, atravessando os concelhos de Alcanena, Torres Novas, Santarém e Rio Maior”.

Também a Câmara de Alcanena já se pronunciou desfavoravelmente, tendo aprovado em abril uma moção de rejeição do traçado da LMAT, que prevê atravessar cinco das sete freguesias do concelho, uma situação que o presidente do município, Rui Anastácio, já classificou como “inaceitável”.

“O que está aqui em causa é um estudo […] de uma nova linha de muito alta tensão que liga, na realidade, Rio Maior a Lavos e que, no nosso caso, atravessa e rasga o concelho de Alcanena, passa em quase todas as nossas freguesias, em alguns casos situações muito pouco cuidadosas do ponto de vista de pontos de apoio, e que nós, depois de estudarmos o assunto, já percebemos que o estudo devia ter no mínimo três alternativas”, disse na altura à Lusa Rui Anastácio.

Antes, em 27 de março, a Assembleia Municipal de Alcanena também aprovou uma moção de rejeição, que criticava o facto de não terem sido avaliadas outras opções de traçado e rejeitava “veementemente a concretização do projeto Linha Lavos – Rio Maior”.

Entre os argumentos da Assembleia Municipal para a rejeição do traçado estava a “interferência com os valores naturais e da biodiversidade” em “áreas urbanas e agrícolas”, o “aumento da intrusão visual e alteração da paisagem” e o “atravessamento de áreas com património cultural”, com “afetação dos recursos hídricos” no município.

No comunicado hoje divulgado, a CUSPMT indica ainda que foram distribuídos mais de 100 cadernos em locais públicos do concelho de Alcanena para recolha de assinaturas, que serão posteriormente entregues na Assembleia da República.

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