A variante Ómicron é responsável por 98 por cento dos casos positivos de infecção por covid-19 detectados na primeira semana do ano pelo laboratório do Serviço de Patologia Clínica do Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT).

Da análise em tempo real efectuada pelo laboratório daquele serviço a a todas as amostras positivas foi possível apurar que até 06 de Janeiro, na área de influência dos hospitais do CHMT, que servem 250.000 utentes, se registaram oito internamentos em cuidados intensivos covid-19, dos quais apenas um doente infectado com a variante Ómicron, – que, entretanto, já teve alta para enfermaria.

“Os dados recolhidos e analisados pelo CHMT demonstram também que a variante Ómicron passou a ser a predominante na região do Médio Tejo a partir de 21 de Dezembro”, indicou a instituição em comunicado.

O laboratório de Patologia Clínica está a realizar a detecção de Ómicron desde 12 de Dezembro. Desde essa data, e até dia 06 de Janeiro, foram detectadas 896 infecções por esta variante.

Mais de metade dos casos (53 por cento) verificou-se em pessoas na faixa etária dos 20 aos 49 anos. Uma fatia de 19 por cento dos casos detectados corresponde à faixa etária acima dos 60 anos (e apenas 9 por cento dos casos positivos aconteceu utentes mais idosos, acima dos 80 anos), de acordo com a informação oficial.

“Os mais novos, com idade inferior a 20 anos representam 15 por cento dos casos de variante Ómicron detectados”, segundo a mesma fonte.

O director do Serviço de Patologia Clínica do CHMT, Carlos Cortes, citado no documento, destacou dois aspectos que se evidenciam dos dados de infecção por covid-19 recolhidos e analisados: um “avanço impressionante da variante Ómicron”, que ilustra a capacidade de contágio, e o facto de a grande maioria dos pacientes apresentar sintomas ligeiros.

O clínico sublinhou que em pouco menos de um mês, se passou de uma média diária de 10 por cento de variante Ómicron e 90 por cento de variante Delta, para uma média de 98 por cento de Ómicron e 2 por cento de Delta.

Advertiu também que estas evidências “não podem transmitir à população uma falsa sensação de protecção ou segurança face à evolução da pandemia”, pelo que é “essencial manter os cuidados de prevenção”, como a utilização de máscara, evitar grandes aglomerações e manter o distanciamento recomendado nas actividades do quotidiano, a par do reforço da vacinação.

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