António Ribeiro Telles, Luís Rouxinol e principalmente João Salgueiro (que reaparecia), rubricaram grandes atuações, com pegas rijas dos Forcados Amadores de Santarém e de Montemor. O curro de Passanha, rematado, cumpriu a função, perante um público muito alegre e que criou grande ambiente.

Antes do festejo se iniciar foi guardado um minuto de silêncio em memória de D. Eduardo Guedes de Queiroz (Conde Cabral) e de um forcado (cujo nome não foi bem audível), esquecendo-se nesta homenagem o crítico taurino Luís Sarmento, que também partiu recentemente. A empresa Doses de Bravura homenageou ainda os três cavaleiros e os dois Grupos em praça. Bonito gesto! António Ribeiro Telles esteve em plano crescente nas suas duas actuações, que acabaram por ser vistosas e com a classe habitual de um senhor toureiro.

Ao marialva da Torrinha coube-lhe em sorte o melhor lote de Passanha. No segundo do seu lote destacamos uma série de três curtos de elevada nota, principalmente o último com o toiro a carregar na investida.

Luís Rouxinol é como o algodão, também nunca engana. O toureiro andou correcto nos compridos, deixou detalhes de passagens ajustadas, com o seu primeiro a vir a menos.

Um par de bandarilhas e um palmito, foram os ingredientes que marcaram esta passagem de boa e acalorada nota. Já no segundo do seu lote, a dose foi semelhante, mas com menos alardes. Destaque para um ferro à tira e um vistoso palmito – que marcam com honra a passagem do ginete de Pegões. João Salgueiro reapareceu e triunfou forte!

Ao cavaleiro de Valada foram atribuídas no final das lides as maiores ovações da noite. No primeiro, que recebeu bem, dobrou-se com o oponente e ao fim do primeiro curto o público estava rendido. Salgueiro bregou com qualidade, citou de largo e aí baseou toda a actuação a atacar o oponente, deixando vistosos ferros. No seu segundo o “filme” voltou a repetir-se, com sortes ajustadas e a galvanizar o conclave.

Boas e vistosas actuações dos três cavaleiros, mas com Salgueiro a ocupar o primeiro lugar do pódio. No capítulo das pegas, a noite também foi de glória e de emoção, com os dois Grupos a mostrar porque são dos melhores entre os melhores. Pelos Amadores de Santarém foram caras António Queiroz e Mello, ao primeiro intento, Caetano Gallego, à quarta tentativa, e Francisco Cabaço, ao primeiro intento. Por Montemor pegaram Vasco Carolino, à primeira, Joel Santos, à segunda (grande pega) e João Vacas de Carvalho, ao terceiro intento.

Resumindo: grande ambiente, muita juventude, boas lides dos três “velhinhos”, principalmente de João Salgueiro – e valentes pegas. Dirigiu com acerto Ana Pimenta.

(Hugo Teixeira, Farpas).

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