Foto ilustrativa
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A WWF Portugal lançou um Guia de Boas Práticas Agrícolas para os agricultores da Lezíria do Tejo, que visa promover uma agricultura mais sustentável na região, reduzindo os impactos ambientais causados pela intensificação da atividade do setor.

O manual, desenvolvido no âmbito do projeto “Iniciativa Tejo”, alerta para os desafios na gestão dos recursos naturais da região, nomeadamente o solo, a água e a biodiversidade, e propõe soluções e um conjunto de recomendações práticas para os agricultores e entidades locais.

“Quisemos fazer este manual devido à dificuldade que existe na gestão hídrica, nomeadamente a questão da sobre-exploração dos recursos hídricos, em especial do aquífero, e a contaminação resultante das práticas agrícolas”, afirmou hoje à Lusa Manuela Oliveira, da WWF.

O guia identifica como principais ameaças à sustentabilidade da Lezíria o uso excessivo de fertilizantes, a erosão e compactação dos solos, a perda de biodiversidade e a degradação das zonas ribeirinhas, elementos que afetam a produtividade agrícola e a qualidade da água na região.

Entre as soluções propostas estão a adoção “da agricultura de conservação”, como a “rotação de culturas e cobertura permanente do solo”, uma gestão hídrica mais eficiente, através do uso de sensores, drones e ferramentas digitais, “o uso criterioso de produtos menos nocivos” e o “restauro de zonas ribeirinhas, que atuam como barreira natural contra poluentes e protegem os habitats aquáticos”.

“Este Guia de Boas Práticas pretende ser um pontapé de saída para um diálogo com os agricultores, sendo que as práticas que estão no Guia são um complemento entre elas”, afirmou a responsável.

A Lezíria do Tejo é uma das zonas agrícolas mais produtivas a nível nacional, beneficiando da disponibilidade de água do rio Tejo e seus afluentes.

No entanto, nos últimos anos, a agricultura intensiva tem contribuído para a degradação do solo e a perda de biodiversidade na região.

“Práticas agrícolas inadequadas têm vindo ainda a provocar a degradação física dos habitats, como a perturbação das zonas ribeirinhas, a modificação das margens e leitos dos rios, ou a eliminação dos corredores ecológicos que marcavam a paisagem da região, como as sebes e os bosquetes de vegetação arbustiva e arbórea”, lê-se no guia.

O manual foi elaborado em parceria com a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, a Águas do Ribatejo, a Escola Superior Agrária de Santarém e a marca Finish, e conta com a colaboração de investigadores e técnicos das áreas da agronomia, ecologia e gestão de recursos naturais.

A WWF é uma organização não-governamental de conservação ambiental que atua em mais de 100 países, tendo como objetivo “travar a degradação da natureza e “conservar a diversidade biológica do mundo”.

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