Amanhã, quarta-feira, dia 5 de Setembro, a Agromais e Agrotejo vão receber pelo quarto ano consecutivo 300 caloiros da Católica Lisbon School of Business & Economics, em mais uma acção do projecto Restolho.

O Projecto Restolho enquadra-se na estratégia de uma agricultura sustentável que visa conciliar a actividade agrícola com a biodiversidade e a sustentabilidade dos recursos existentes, integrado no objectivo de promover o combate ao desperdício alimentar.

Assim, o “Dia Solidário” da Católica-Lisbon, que tem como objectivo integrar os novos alunos no ambiente académico, envolvendo-os e partilhando os valores fundamentais que estão na base da cultura da universidade, adere uma vez mais ao projecto Restolho.

Criado sob o mote “uma segunda colheita para que nada se perca”, lançado no ano 2013, pela Agromais e Agrotejo, em parceria com a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome (FPBACF) e a ENTRAJUDA, o projecto Restolho tenta fazer a ponte entre os produtos hortícolas que ficam nos campos e os Bancos Alimentares da região onde se inserem estas organizações de produtores.

Como objectivo para além da distribuição de alimentos a famílias carenciadas pretende-se assim, ver reduzido o desperdício alimentar na actividade agrícola.

Desde o seu início este projecto já recebeu mais de 3500 voluntários, entre empresas, escolas, universidades e colheu cerca de 90 toneladas de produtos hortícolas nomeadamente, abóbora, alho, cebola, couves, batata, fava, melão, tomate entre outros, que por serem perecíveis, não são habitualmente doados nas campanhas de recolha apesar da sua importância na alimentação.

Estima-se que Portugal perde anualmente cerca de um milhão de toneladas de alimentos produzidos para consumo humano.

Sobre o projecto

O projecto RESTOLHO (www.restolho.org) que decorre sob o mote “uma segunda colheita para que nada se perca”, lançado no ano 2013, pela AGROMAIS e AGROTEJO, em parceria com a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome (FPBACF) e a ENTRAJUDA, tem como objectivo recolher os produtos que por falta de valorização comercial, calibre inadequado ou defeitos ligeiros, são obrigados a deixar na terra.

A AGROMAIS – Entreposto Comercial Agrícola nasceu em 1987, na região agrícola do Norte do Vale do Tejo. Hoje é a maior organização portuguesa de agricultores no sector da comercialização de cereais e hortícolas, com um volume de negócios anual consolidado na ordem dos 42 milhões de euros e com uma área de produção de cerca de 10.000 hectares

A AGROTEJO – União Agrícola do Norte do Vale do Tejo é uma associação de agricultores sem fins lucrativos, que têm como principal área de abrangência o Norte do Vale do Tejo e que tem como objectivos principais: promover o desenvolvimento agrícola regional, articular as estruturas associativas da região, representar a agricultura, silvicultura e pecuária, incentivar os agricultores na utilização de boas práticas agrícolas, desenvolver a formação profissional e promover a prática de protecção e produção integrada das culturas.

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