“As estrelinhas que perderam o brilho” é o título da obra que marca a estreia literária de Sílvia Ruivo Inácio (À esquerda na foto), apresentada recentemente na Sala de Leitura bernardo Santareno. A autora, nascida em Abril de 1976, em Santarém, é formada em Informática de Gestão pela ESGS. Casada e com dois filhos, sempre morou em Tremês. Fascinada pela escrita desde cedo, a prosa poética é o seu género favorito.

Em que altura da sua vida descobriu a vocação para a escrita?
Logo na primária. Ainda tenho guardado o primeiro caderno onde escrevi as primeiras quadras. Lembro-me de ter ficado fascinada quando aprendemos o poema e como achei mágico “brincar” assim com as palavras.

Como é o seu processo criativo?
Não tenho um processo criativo… tenho dois…Tenho processo automático, onde sou assaltada por uma necessidade urgente de escrever, esteja onde estiver… as palavras querem sair de mim!!! Graças a Deus, os telemóveis têm gravador, os meus melhores poemas e histórias são as que vêm deste processo. Quase nunca as retoco.
E tenho o processo metódico, em que me sento em frente ao computador, analiso os rabiscos do meu caderno, medito na história ou poema, estruturo, pesquiso e depois de tudo isso, deixo as palavras saírem dos meus dedos para o papel. Por vezes acho que o meu cérebro tem ligação directa aos meus dedos e as palavras nem passam pelos meus pensamentos…

O que inspirou esta sua obra?
A Vida! Já vi demasiadas amizades ficarem estragadas por mal-entendidos. Por vezes nós dizemos ou fazemos brincadeiras com os nossos amigos e nem nos apercebemos que os magoamos ou nem eles se apercebem que nos magoaram…É importante a capacidade de saber perdoar.

O que é que retrata?
Creio que na resposta anterior já desvendei um bocadinho. Esta é uma história de amizade e perdão. As três Estrelinhas são as melhores amigas e depois de algumas aventuras e peripécias, que não correram bem!, acabam zangadas e tristes, o que afecta a sua capacidade de brilhar.

O que representa para si a escrita e, em particular, a escrita para crianças?
A escrita é uma extensão de quem sou. A minha forma de ver o mundo e de fugir do mundo para um outro à minha maneira. É uma forma de aprender e ensinar. Sim, para mim escrever é uma forma de aprender, pois para desenhar, uma personagem, um tema ou um assunto, tenho de o observar, estudar, absorver.
A escrita para crianças, e não só, representa a forma de perpetuar o que aprendi. É envolver numa aventura e numa história um ensinamento.

Tem algum tema predominante nos seus livros?
Sim, sem dúvida. Sou uma apaixonada! Pela vida, pelas pessoas, pelas coisas. A paixão é o que me move, por isso a minha escrita é sobre paixão, amor, amizade!

Que livros é que a influenciaram como escritora?
Todos os que li! Mesmo os que não gostei, pois esses foram os que mais claramente me mostraram que não era por ali o meu caminho!

Tem outros projectos em carteira que gostaria de dar à estampa?
Tenho vários livros já maduros. Digo maduros e não prontos, pois para mim há sempre algo a refazer de cada vez que pego num dos meus livros! Este foi o primeiro, para ficar a conhecer como é este mundo de editar um livro. Como estou a gostar… mais se seguirão e não serão só para crianças.

Um título para o livro da sua vida?
O Sal da Vida é a Felicidade (pode ser que um dia eu o termine!!!).

Viagem?
Ilhas Gregas.

Música?
Bryan Adams – Everything I Do.

Quais os seus hobbies preferidos?
Ler, escrever, assistir a filmes, pintar (não tenho jeito nenhum!!! Mas relaxa-me e acalma-me).

Se pudesse alterar um facto da história, qual escolheria?
A escravatura, é hediondo que um ser humano se considere superior a outro seja por que motivo seja!

Se um dia tivesse de entrar num filme, que género preferiria?
Romântico, sem dúvida.

O que mais aprecia nas pessoas?
A sua capacidade de se darem aos outros, de serem humildes.

O que mais detesta nelas?
A vitimização.

Acordo ortográfico. Sim ou não?
Não.

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