O Mundo assiste atónito à chacina do povo palestiniano sob as armas de destruição em massa de um Estado pária que não respeita as Resoluções das Nações Unidas nem os direitos mais elementares dos seres humanos que tiveram o infortúnio de nascer numa Palestina ocupada pelo Estado sionista.

Com a fundação do Estado de Israel no território histórico da Palestina, em 1948, centenas de milhares de palestinianos foram expulsos das suas casas e viram arrasadas as suas aldeias. Essas famílias vivem há mais de 70 anos em campos de refugiados nos países limítrofes e alguns guardam ainda as chaves das casas de que foram arbitrariamente expulsos.

De então para cá, a ambição de expansão territorial do Estado de Israel tem como único limite a apropriação total do território da Palestina através de sucessivos atos militares de ocupação.

Mesmo os territórios internacionalmente reconhecidos pelas Nações Unidas como território sob a autoridade da Autoridade Palestiniana estão sob ocupação militar do Estado de Israel que expande a ocupação através da demolição das casas de famílias palestinianas para a construção de colonatos ilegais. O reconhecimento internacional da ilegalidade dessa ocupação é um facto, mas a impunidade da sua construção é total.

O povo palestiniano é prisioneiro na sua própria terra. Sujeito a humilhações constantes, a prisões arbitrárias de homens, mulheres e crianças, a uma repressão que não conhece limites, a bombardeamentos e aos mais nefandos crimes de guerra sempre que a matança indiscriminada de palestinianos convém politicamente a um dirigente corrupto e paranóico que não recua perante as maiores monstruosidades para se manter no poder.

Tão chocante como esta realidade da Palestina é o apoio dos Governos dos Estados Unidos e da União Europeia e este estado de coisas. O Governo português, infelizmente, não é exceção.

É inacreditável que o Mundo que se levantou contra o apartheid na África do Sul não tenha a mesma atitude perante o apartheid imposto por Israel. É inacreditável que o mundo assista ao genocídio do povo palestiniano e os Governos insistam em falar de conflito quando há uma ocupação, de confrontos quando há um genocídio e de culpar ambas as partes equiparando os carrascos às vítimas.

A História julgará os que hoje apoiam Israel como cúmplices de horríveis crimes contra a Humanidade. Até lá, toda a solidariedade é necessária.

1 comentário
  1. Porque não se fala, também, do POVO da Correia do Norte, Irão e demais…

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