Depois dos confinamentos, veio a vacinação. Depois da vacinação, virão os medicamentos. A vacinação fez a diferença. Os medicamentos também farão.

São esperados para 2022 os primeiros medicamentos específicos anti-SARS-CoV-2, logo curativos da COVID-19. Serão um complemento importante para as vacinas atuais, que não são totalmente eficazes a prevenir doença ligeira ou moderada.

Com as vacinas a evitarem formas graves da doença e os medicamentos a curar as formas mais leves, entramos numa nova fase da pandemia: a fase em que deixamos de pensar apenas em vencer batalhas, vaga após vaga, e pensamos mais alto, em vencer a guerra.

Depois virão vacinas melhoradas (“de segunda geração”) e medicamentos adicionais. O aperfeiçoamento dos autotestes fará o resto e conseguiremos manter níveis virais muito baixos entre a população.

Tudo acabará bem. Se ainda não está bem é porque ainda não acabou. Até que acabe, temos de continuar prudentes.

Miguel Castanho – Investigador em Bioquimíca

Leia também...

‘O Afeganistão é um problema nosso? Claro que é…’, por Ricardo Segurado

A semana que passou fica marcada, infelizmente, pelo regresso dos Talibãs ao poder do Afeganistão. 20 anos volvidos, e os Pashtun (etnia predominante entre…

Antropocentrismo…Por Pedro Carvalho

A propósito do terramoto ocorrido em Marrocos, o Presidente do Brasil afirmou que o fenómeno “não tem muita explicação a não ser a mudança…

Faleceu Carlos Velez – o “Mano Velho”

Aos oitenta e dois anos de idade faleceu na passada sexta-feira, dia 28 de Agosto, o exímio músico Carlos Velez, que se notabilizou como…

Guerra Híbrida: os exércitos da percepção e da mente

O recente desencadear do conflito Rússia/Ucrânia na Europa revela-nos, todos os dias, novas formas de combate. A Guerra Híbrida está presente na Ucrânia desde,…