Foto de arquivo

O Tribunal de Instrução Criminal de Santarém adiou hoje a decisão sobre o processo em que o ex-presidente da Câmara de Santarém Moita Flores é acusado de abuso de poder, no âmbito da construção de um parque de estacionamento.

A decisão deveria ter sido proferida hoje, no Tribunal Judicial de Santarém, mas “a diligência foi anulada por falta de tempo da juíza, devido à realização de vários interrogatórios”, informaram os serviços.

Moita Flores é acusado de abuso de poder, no âmbito da construção do parque de estacionamento subterrâneo no Jardim da Liberdade, aguardando que seja proferida a decisão instrutória para saber se vai ou não ser julgado.

O Ministério Público (MP) acusa o ex-presidente da Câmara Municipal de Santarém de ter recebido “vantagem patrimonial” da empresa de construção civil que realizou a obra, a ABB, “por intermédio de sociedades comerciais ligadas ao respetivo grupo empresarial e ao filho” do autarca, pedindo a condenação solidária dos seis arguidos (quatro individuais e dois coletivos) no pagamento ao Estado do montante de 300.000 euros.

A conceção e exploração do parque de estacionamento subterrâneo no atual Jardim da Liberdade foi adjudicada em abril de 2008 à empresa Alexandre Barbosa Borges (ABB), de Braga, numa parceria público-privada que envolvia nove milhões de euros.

Em causa está a decisão de não realização da segunda fase da empreitada, o que representou uma redução de 764 para 461 lugares de estacionamento subterrâneo, bem como a de entregar ao empreiteiro a realização das obras à superfície, como as cafetarias e o espelho de água, que deveriam ter sido realizadas pela própria Câmara.

Segundo o MP, a atribuição destas obras, que estavam orçadas em três milhões de euros, ao empreiteiro terão sido uma forma de compensação pela não realização da segunda fase da empreitada, a que acresce o terem sido realizadas sem o devido procedimento contratual e ter sido acordada uma indemnização de 1,8 milhões de euros.

O então diretor do Urbanismo António Duarte, acusado pelo MP de cumplicidade na prática do crime de abuso de poder, viu, já na fase de instrução, ser alterada a qualificação jurídica para crime de corrupção passiva, para ato ilícito, enquanto cúmplice.

Um filho do ex-autarca, o presidente executivo da ABB e as respetivas empresas, a Introsys e a ABB, foram acusados da prática do crime de branqueamento.

A leitura da decisão sobre se o processo avança ou não para julgamento ficou agendada para o dia 07 de outubro, no Tribunal Judicial de Santarém.

Leia também...

Última grande peregrinação do ano ao Santuário de Fátima começa hoje

A última grande peregrinação do ano ao Santuário de Fátima começa hoje, presidida pelo arcebispo da Beira, em Moçambique, Claudio Dalla Zuanna, sendo esperados…

Constância aprova orçamento para 2021 com olhos postos na requalificação da zona ribeirinha

A Assembleia Municipal de Constância aprovou um orçamento de 7,4 ME para 2021, um aumento de 300 mil euros relativamente a 2020, sendo um…

Sismo de magnitude 2.7 sentido no distrito de Santarém

Um sismo de magnitude 2.7 na escala de Richter, com epicentro a 10 quilómetros a sul de Ourém, foi hoje registado às 16h42, informou…

Comércio local de Santarém é “à campeão”

A Associação Comercial, Empresarial e Serviços dos Concelhos de Santarém, Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo e Chamusca (ACES), a Casa do Benfica de Santarém e…