A Câmara de Almeirim vai avançar com a requalificação integral da Escola Secundária Marquesa de Alorna, num investimento de cerca de 16,5 milhões de euros, considerado o maior alguma vez realizado no concelho, revelou hoje o vice‑presidente, Filipe Torres.

Em declarações à agência Lusa, o autarca explicou que a intervenção será “quase integral”, abrangendo todos os edifícios escolares, com exceção das coberturas, que já foram substituídas recentemente.

“Tudo o que é interior vai ser completamente remodelado, desde pavimentos, paredes, até aos equipamentos”, adiantou, referindo ainda a ampliação de alguns edifícios e a construção de novos equipamentos, como um anfiteatro e uma biblioteca, além da requalificação dos balneários, do pavilhão desportivo e dos arranjos exteriores.

Segundo Filipe Torres, o projeto será financiado a 100% através de um mecanismo alternativo ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), recorrendo a um empréstimo do Banco Europeu de Investimento (BEI), após o fim da dotação disponível para este tipo de intervenções no âmbito daquele programa.

“O Estado encontrou uma solução para as escolas que ficaram de fora do PRR, através de financiamento do BEI, e Almeirim está incluído nesse grupo”, explicou, acrescentando que o concurso público deverá ser lançado após aprovação em assembleia municipal.

A obra terá um prazo de execução de cerca de dois anos e decorrerá por fases, permitindo que a atividade letiva continue no recinto escolar. Para o efeito, será instalada uma estrutura provisória, de dois pisos, com capacidade para acolher toda a comunidade escolar.

“Vamos montar uma escola completa, com refeitório, serviços administrativos e laboratórios, para evitar a dispersão de alunos por vários espaços”, disse, sublinhando que a solução, embora mais dispendiosa, garante “melhores condições e maior conforto”.

Com esta intervenção, o município prevê encerrar o ciclo de requalificação do parque escolar mais antigo do concelho.

“Temos vindo a reabilitar progressivamente as escolas mais antigas e esta era a que faltava, sendo também a que exigia maior investimento”, afirmou o autarca, apontando para um “balanço claramente positivo” do processo.

No âmbito das infraestruturas públicas no concelho, a Câmara de Almeirim vai também intervir no Posto Territorial da Guarda Nacional Republicana (GNR), numa obra orçada em cerca de 400 mil euros.

De acordo com Filipe Torres, a intervenção incidirá sobretudo na envolvente exterior do edifício, incluindo a substituição da cobertura em fibrocimento e das caixilharias, bem como o reforço da segurança na entrada principal.

“As coberturas em fibrocimento levantam questões de saúde pública e os materiais existentes já têm mais de 20 anos, com fraca eficiência térmica”, explicou, destacando que a obra permitirá melhorar as condições de trabalho dos militares e o conforto do espaço.

O projeto já se encontra concluído, estando o lançamento do concurso público dependente de formalidades administrativas, com o objetivo de iniciar a obra no curto prazo e concluí-la até final de 2026.

O financiamento será assegurado pelo Ministério da Administração Interna, cabendo ao município a execução do projeto e o acompanhamento da empreitada.

Segundo o vice‑presidente, não estão previstas outras obras em instalações das forças de segurança no concelho, sublinhando que as restantes infraestruturas são recentes e não necessitam de intervenção.

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