O ano letivo arrancou hoje em Alcanena para a maioria dos 1.809 alunos, com o secundário a regressar dia 21 à escola requalificada, já sem aulas em monoblocos, após uma intervenção de 6,3 milhões de euros (ME).
A vereadora da Educação da Câmara de Alcanena, Clara Baptista, disse esta segunda-feira à Lusa que o arranque decorre dentro da normalidade, estando ainda em recrutamento cerca de cinco docentes, processo que o agrupamento espera concluir esta semana.
Na Escola Secundária de Alcanena decorrem esta semana trabalhos finais, nomeadamente instalação de material e intervenções no exterior, que não comprometem o regresso dos alunos às instalações renovadas.
“Existem cerca de meia dezena de docentes ainda em recrutamento”, afirmou Clara Baptista, acrescentando que, relativamente aos assistentes operacionais, “a dotação está assegurada”, apesar de o rácio ministerial não ser atualizado desde 2024/25 e de o agrupamento integrar duas unidades de ensino estruturado.
Transportes escolares e refeições estão igualmente assegurados e todos os estabelecimentos de ensino se mantêm em funcionamento, com o número de turmas a permanecer nas 103.
No regime diurno estão matriculados 1.809 alunos, mais 36 do que os 1.773 do ano anterior, aos quais se juntam 96 estudantes do ensino noturno.
Dos alunos do regime diurno, 255 frequentam o pré-escolar, 491 o 1.º ciclo, 296 o 2.º, 397 o 3.º ciclo, 259 o secundário regular e 111 o ensino profissional.
O universo escolar inclui 312 alunos estrangeiros, de 26 nacionalidades, correspondentes a 18% dos matriculados, enquanto 267 estudantes residem fora do concelho, sobretudo em Santarém, mas também em Torres Novas, Ourém e Entroncamento.
Na Escola Secundária de Alcanena, a empreitada de requalificação, com um investimento elegível de cerca de 6,3 ME financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), encontra-se em fase de conclusão e vai acolher os alunos este ano.
Segundo Clara Baptista, foi dada prioridade às salas de aula, laboratórios, refeitório, biblioteca, serviços, salas de artes, pavilhão e balneários, estando por concluir trabalhos de menor dimensão no exterior e a instalação de algum mobiliário e equipamento.
Os trabalhos pendentes “não comprometem o início das aulas”, assegurou.
Situação diferente vive a Escola Básica Professor Abílio Madeira Martins, em Minde, cuja reabilitação estrutural continua sem data para avançar e dependente de financiamento.
O município reconhece a “urgência da intervenção”, mas admite que as expectativas de obtenção de financiamento “têm vindo a diminuir”, depois de a escola não ter integrado as prioridades de investimento por não possuir classificação atribuída.
Enquanto não avança a intervenção de fundo, câmara municipal, Junta de Freguesia de Minde, agrupamento e pais realizaram trabalhos de pintura, substituição de portadas danificadas por ‘blackouts’ e pequenas reparações, estando ainda prevista uma bomba de calor para substituir a caldeira a lenha.
Durante as férias foram também realizadas intervenções nas escolas e jardins-de-infância de Covão do Coelho e Serra de Santo António e na escola de Minde, enquanto o Jardim de Infância de Monsanto funciona temporariamente na Casa do Povo até à concretização das obras previstas.
A câmara identifica sinais de maior fixação de famílias com crianças em idade escolar, que associa aos fluxos migratórios e às políticas municipais de desenvolvimento económico, habitação, educação e apoio à natalidade.
Entre estas, destaca o aumento das vagas de creche de 150, em 2023, para 325 este ano e uma estratégia de habitação que prevê 308 fogos, dos quais 213 a custos acessíveis.
Segundo o calendário escolar 2026/27, o ano letivo arranca entre 11 e 15 de setembro para a maioria dos alunos, mas o ensino secundário vai começar uma semana mais tarde, em 21 de setembro, devido a problemas na classificação dos exames que levaram a criar uma época especial de exames para os alunos do secundário.
