O antigo Hospital Militar de Belém vai chamar-se “Salgueiro Maia”, anunciou a associação com o nome do capitão de Abril (ASM), adiantando que a estrutura vai ser cedida por 25 anos à Câmara Municipal de Lisboa (CML).

“A engenharia procedimental tripartida prevista será a cedência temporária reversível do Ministério da Defesa Nacional (MDN) à CML, por um período de cerca de 25 anos, eventualmente renovável, integrando-a esta na parceria que já se encontra ‘agilizada’ com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) de transformar aquela infraestrutura numa grande Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI)”, lê-se em comunicado.

Segundo a ASM, “qualquer das três entidades que integram este processo (MDN, CML e SCML), aceitaram com agrado, a proposta de aquela futura UCCI ter a designação ‘Salgueiro Maia’, em homenagem àquele ilustre cidadão e militar que lá faleceu em 1992 e por ser um nome transversalmente de inegável prestígio, da história contemporânea portuguesa”.

A ASM defende que a “enorme infraestrutura hospitalar ex-militar não poderia continuar devoluta e em degradação por decisão política desde 2012” e sublinha que tem estado em reuniões “ao mais alto nível” com MDN, Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA), CML e SCML.

O jornal semanal e ‘online’ Diário de Notícias noticiou quarta-feira que aquela unidade hospitalar já teve a reabilitação de “três dos cinco pisos para reforço do Serviço Nacional de Saúde no internamento de doentes com covid-19, embora aqui apenas os de gravidade ligeira ou assintomáticos”.

Segundo aquela publicação, o custo total da intervenção foi de 2,6 milhões de euros, mais de três vezes os 750 mil inicialmente estimados, mas o Ministério da Defesa declinou comentar o assunto.

João Gomes Cravinho já assumira anteriormente que as instalações renovadas poderiam ser cedidas à CML e SCML para se tornarem uma UCCI, com uma ala específica para militares e ex-militares.

1 comment
  1. A Associação Salgueiro Maia também sugeriu ao Ministério da Saúde que defenda o melhor interesse dos portugueses,perante a emergência da pandemia covid-19.
    andrade da silva

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