O primeiro-ministro, António Costa, afirmou esta quarta-feira, 8 de Setembro, na Agroglobal, que o país tem uma dívida de gratidão para com os agricultores, destacando o papel do sector no decurso da pandemia de covid-19 para que Portugal tivesse sempre uma cadeia de abastecimento.

“Acho que o país tem uma dívida de gratidão para com os seus agricultores e é uma palavra de estímulo e de carinho que devemos dar”, disse António Costa, que discursava após uma visita à feira agrícola Agroglobal, que decorre até quinta-feira em Porto de Muge, freguesia de Valada, concelho do Cartaxo, na qual se fez acompanhar pela ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes.

Antes, o chefe do executivo salientou que “queria aproveitar esta ocasião para prestar tributo a todos os agricultores”.

“Ao longo deste mais de ano e meio que vamos enfrentando de pandemia, muitos sectores de actividade tiveram de fechar, muitos de nós tivemos de enfrentar o receio da pandemia, mas houve sectores que nunca puderam fechar e tiveram sempre que vencer os receios para que nada nos faltasse e que do prado ao prato tivéssemos sempre uma cadeia de abastecimento permanentemente a funcionar”, declarou.

António Costa considerou ainda que o actual momento é de “viragem importante, com uma nova Política Agrícola Comum (PAC), mas também o próprio Plano de Recuperação e Resiliência” tem “um conjunto de investimentos importantes para uma das maiores preocupações que o sector hoje atravessa e que, praticamente, em todos os ‘stands’” lhe foi colocada, a questão da água.

Neste âmbito, o chefe do executivo destacou investimentos no Algarve, para aumentar a eficiência hidrográfica do Algarve, ou na Barragem do Pisão, “para poder criar melhores condições de utilização da água no Alto Alentejo”.

António Costa referiu, também, a “prossecução do programa contratado com o Banco Europeu de Investimento e que “tem um novo impulso no âmbito da nova PAC relativamente à irrigação e, sobretudo, à irrigação de precisão”, assim como os “laboratórios colaborativos, que têm vindo a ser desenvolvidos de norte a sul”, considerando que “são muito importantes” para o país “ter um melhor uso, um melhor aproveitamento” das produções tradicionais.

Depois, dirigindo-se a Joaquim Pedro Torres, promotor da feira agrícola, agradeceu o trabalho na Agroglobal e “por casar aquilo que é a actividade mais antiga da Humanidade” com o que é “maior inovação, maior esforço de conhecimento”.

“Estamos todos, cada dia, a saber mais, para podermos ter uma agricultura cada vez mais moderna, mais eficiente e que alimente o país e reforce a capacidade exportadora”, adiantou.

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