Fotos: Estúdio Peso

O artesão Manuel Ferreira integrou a comitiva portuguesa no Pavilhão de Portugal na Expo 2025 que decorreu de 21 a 31 de Agosto, em Osaka, Japão, ajudando a animar as oficinas de fibras vegetais, juntamente com o artesão Domingos Vaz, no âmbito da exposição “A água corre para o mar. Produção artesanal portuguesa e sustentabilidade”, consubstanciada numa exposição do Programa Saber Fazer, das artes e da cultura, relacionadas com a temática da água e do mar em Portugal, com uma programação cultural complementar centrado em oficinas e concertos.

O artesão Manuel Ferreira dinamizou a oficina dedicada ao mobiliário de bunho, inserida na exposição. 

‘Manecas’ é natural de Santarém, onde o bunho é abundante nas zonas húmidas. A partir da fibra suave do bunho, faz assentos, bancos e cadeirões. Este mobiliário é leve, duradouro e muito confortável. Na oficina, o público era convidado a conhecer o bunho e as técnicas usadas para trabalhar esta matéria-prima. 

As fibras vegetais obtidas directamente da natureza são matérias-primas sustentáveis, com as quais tradicionalmente se produzem objectos de uso doméstico, ou usadas na agricultura, na pesca e na construção. Estes recursos servem também para dar forma a peças de carácter decorativo a partir de inspirações contemporâneas. 

O Pavilhão de Portugal na Expo 2025 Osaka foi palco de uma programação cultural que aproximou públicos de diferentes geografias às práticas artesanais e expressões sonoras que moldam a cultura portuguesa.

Ao longo de vários dias, oficinas, concertos e encontros criaram pontes entre tradição e contemporaneidade, revelando práticas ligadas à água e ao mar, e sonoridades que ecoam a identidade cultural portuguesa.

Uma produção conjunta entre a Direcção-Geral das Artes e o Património Cultural, I.P., consubstanciada numa exposição do Programa Saber Fazer, das artes e da cultura relacionadas com a temática da água e do mar em Portugal.

Fotos: Estúdio Peso

O Pavilhão de Portugal na Expo 2025 Osaka foi nomeado em cinco categorias na competição internacional World Expolympics. Foi finalista nas categorias Melhor Pavilhão Médio; Melhor Arquitetura Exterior; Melhor Conceito Temático; Melhor Apresentação; e Melhor Mascote, no World Expolympics, a competição internacional promovida pela Experiential Design Authority (TEDA). 

Conhecida como As Olimpíadas do Design Experiencial, esta competição premeia os melhores exemplos de criatividade, inovação e design experiencial na Expo 2025 Osaka, no Japão.

O pavilhão português, com o tema “Oceano, Diálogo Azul”, pretendeu chamar a atenção para a necessidade de preservação do oceano, convidando os visitantes a explorá-lo.

Seleccionada entre as cinco melhores mascotes, a mascote oficial de Portugal, Umi – um cavalo-marinho que simboliza a ligação entre Portugal e o Japão através do oceano, sendo Umi a palavra japonesa para “oceano” – representou não só uma relação histórica de quase 500 anos, marcada pela cooperação e pelo intercâmbio cultural, como também transmitiu uma mensagem de consciência ambiental e de responsabilidade global. 

Portugal é um dos 158 países que estão a participar na Expo 2025 Osaka, dedicada ao tema “Desenhar as Sociedades do Futuro para as Nossas Vidas”, que decorre até 13 de Outubro. 

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