A Barragem de Castelo de Bode, localizada no rio Zêzere, no concelho de Tomar, celebra hoje 75 anos de existência, sendo considera “uma infraestrutura estratégica para Portugal” e com um “papel determinante na produção de energia renovável, na gestão de recursos hídricos e na resiliência do sistema”, refere a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em comunicado.
Na nota informativa, a APA explica que desde 2019 que a barragem “descarrega todos os dias e em contínuo o caudal ecológico”, sendo que nos meses em que o caudal ecológico é maior, “este pode ser turbinado”.
Relativamente ao plano energético, entre 2020 e 2025 Castelo de Bode registou uma produção média de 305,6 GWh, “equivalente ao consumo de cerca de 230.000 habitantes”, com a produção da central hidroelétrica “a corresponder a cerca de 1% da eletricidade consumida em Portugal”, no ano de 2025.
A agência destaca ainda o contributo da central hidroelétrica na resposta ao apagão ibérico de 2025, tendo sido “decisiva” na reenergização da rede, permitindo a reposição inicial de eletricidade na região de Abrantes e apoiando a recuperação gradual do fornecimento em diferentes regiões do país.
Associada ao arranque da eletrificação do país, a construção da Barragem de Castelo de Bode foi priorizada com a criação da Hidroelétrica do Zêzere, em 1945, tendo as obras iniciado em Março de 1946. Com uma bacia hidrográfica de cerca de 3950 km², a central hidroelétrica constitui a segunda maior albufeira de Portugal em capacidade de armazenamento, sendo essencial para o abastecimento humano da Grande Lisboa e para a mitigação da cunha salina no rio Tejo durante períodos de marés vivas de verão, contribuindo para melhores condições de regadio.
