O município de Benavente encerrou o exercício económico de 2025 com um resultado líquido negativo de cerca de 1,56 milhões de euros, segundo o relatório de gestão.

De acordo com o documento, consultado hoje pela Lusa, os rendimentos totalizaram cerca de 32,67 milhões de euros.

Já os gastos ascenderam a 34,23 milhões de euros, registando um crescimento de 6,5% face a 2024, impulsionado sobretudo “pelas despesas com pessoal, transferências e serviços externos”.

A análise do município aponta que este desempenho resulta essencialmente do acréscimo da despesa, num contexto em que os rendimentos cresceram apenas 2%, não acompanhando a evolução dos custos.

Ainda assim, a autarquia sustenta que manteve uma situação financeira “equilibrada e robusta”, destacando “níveis elevados de liquidez e autonomia financeira”, bem como um baixo grau de endividamento.

No plano orçamental, a execução da receita atingiu 86,73%, correspondente a 42,48 milhões de euros, enquanto a despesa se fixou nos 69,04%, totalizando 33,81 milhões de euros pagos.

As receitas correntes, que representam a principal fonte de financiamento, ascenderam a 29,84 milhões de euros, com destaque para os impostos diretos, que atingiram 15,21 milhões de euros, e para as transferências correntes, com 10,69 milhões de euros.

Por sua vez, as receitas de capital registaram uma execução de 50,93%, “ficando aquém do previsto”, “devido à não concretização de parte das transferências associadas a projetos cofinanciados”,

Do lado da despesa, a execução orçamental total fixou-se em 69,04%, com as despesas correntes a representarem a maior fatia, num total de 28,63 milhões de euros.

As despesas com pessoal constituíram o principal encargo, com 14,57 milhões de euros, correspondendo a cerca de 43% da despesa total, seguindo-se a aquisição de bens e serviços, com 8,82 milhões de euros.

Já as despesas de capital ficaram pelos 5,18 milhões de euros, refletindo uma taxa de execução de cerca de 31%, o que, segundo o município, se deve à não concretização de parte do investimento previsto e à reprogramação de obras.

O investimento municipal realizado ascendeu a cerca de 4,6 milhões de euros, concentrando-se sobretudo em construções, reabilitação de edifícios e habitação, áreas que absorveram a maioria dos recursos aplicados.

Ao nível financeiro, o município apresenta uma dívida total de cerca de 8,2 milhões de euros, abaixo do limite legal de mais de 41 milhões, evidenciando “uma margem confortável e um baixo grau de endividamento”.

Na análise global, a autarquia reforça que 2025 foi marcado por “uma gestão financeiramente sustentável”, sublinhando que as receitas correntes continuam a garantir a cobertura das despesas correntes, embora reconheça uma pressão crescente sobre o equilíbrio operacional devido ao aumento dos custos.

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