O Grupo Desportivo de Benfica do Ribatejo está incrédulo com a resposta apresentada pela Associação de Futebol de Santarém, depois do protesto apresentado pelo clube no final do jogo relativo à nona jornada do campeonato distrital da segunda divisão diante do Grupo Desportivo do Rebocho.

Segundo o clube do Concelho de Almeirim, “corria o minuto 90+7 quando a formação do Rebocho pedia ao Auxiliar da partida do lado dos bancos de suplentes a paragem para mais uma substituição. Alertado pelo mesmo Auxiliar e depois pelo Juiz da partida, Bruno Franco, que tratava-se de uma irregularidade, pois era a terceira paragem e o regulamento no seu artigo 105.06 só permite duas paragens no segundo tempo”.

“Mesmo perante Insistido pelo Árbitro que iriam cometer uma infração grave e que isso iria acarretar sanções para o clube, os responsáveis do Rebocho insistiram que se procede-se a substituição alegando que sabiam o que estavam a fazer e que o trio de arbitragem estava equivocado com a respectiva lei”, afirma uma nota a que o Correio do Ribatejo teve acesso.

Os responsáveis da equipa de Benfica do Ribatejo fizeram um protesto no final do jogo, pedindo que as leis sejam cumpridas de igual para todos.

Mas segundo o clube de Benfica do Ribatejo, o mais caricato estava por vir ainda. Após apresentado o protesto, o clube foi notificado por escrito que “para avançar com o mesmo, teria de pagar mais de 200 euros à Associação e ainda nomear uma advogado para tratar do assunto”.

Fonte do clube do concelho de Almeirim diz ser “completamente alheio aos erros cometidos pelo adversário, mesmo depois do Árbitro Bruno Franco ter dado razão aos benfiquistas”.

O clube de Benfica do Ribatejo questionou a Associação de Futebol de Santarém e as respetivas entidades ligadas ao futebol, que se existe uma Lei para cumprir, seria da total responsabilidade da mesma averiguar os factos e punir os infractores.

“O Grupo Desportivo de Benfica do Ribatejo que sente-se prejudicado e é completamente alheio aos erros do adversário não pode de maneira nenhuma aceitar a justificação dada pela Associação Futebol de Santarém para avançar com o processo”, destaca a mesma nota.

“O clube está numa fase difícil devido ao que todos estamos a passar e não tem fontes de receita para avançar com um processo de qual chega à conclusão que afinal foi ‘culpado’, pois existe uma Lei para se cumprir mas que afinal para ser aplicada tem de pagar por isso”, conclui.

Em declarações ao Correio do Ribatejo, a AFS não se alonga em comentários sobre este assunto em particular e lembra que esta “é uma situação que está prevista nos regulamentos aprovados pelos clubes e apenas se está a fazer cumprir isso.”

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