A Câmara de Santarém vai expandir a rede de câmaras de videovigilância para as imediações das escolas e bairros com maior população, duplicando as 26 câmaras que estão instaladas na cidade, disse hoje o presidente João Leite (PSD).

“Somos um concelho com índices muito baixos de criminalidade. Estas câmaras de videovigilância não vão ser instaladas porque estamos a viver um problema de insegurança. Temos definido como estratégico e prioritário que a nossa população sinta segurança e conforto em viver no concelho de Santarém”, disse o autarca à agência Lusa.

A medida, que ainda está a ser elaborada pela câmara em articulação com a Polícia Judiciária, prevê expandir a rede de câmaras de videovigilância para as zonas escolares e para as áreas urbanas com maior densidade populacional, como o bairro de São Domingos e o bairro do Sacapeito.

Numa primeira fase, apenas as escolas das áreas urbanas vão ser abrangidas pela rede, mas o autarca espera, “de forma faseada”, alargar este sistema para as escolas das zonas rurais.

Segundo João Leite, esta medida vai permitir duplicar as atuais 26 câmaras que estão instaladas na cidade, referindo que este reforço tem como objetivo dar maior segurança “às crianças, aos avós e aos encarregados de educação”.

De acordo com o social-democrata, apesar de o valor ainda não estar totalmente finalizado, o aumento da rede de câmaras de videovigilância tem um investimento estimado na ordem dos 100 mil euros.

Este alargamento surge depois de a Câmara ter implementado, em junho do ano passado, uma rede de videovigilância com 26 câmaras no centro histórico, nas Portas do Sol e no parque de estacionamento da estação rodoviária, que está a ter um balanço “extremamente positivo”.

“É um instrumento muito útil que a Polícia de Segurança Pública (PSP) tem à sua disposição. O balanço é extremamente positivo. Temos dados que demonstram que já conseguimos, com as câmaras de videovigilância, detetar situações que se calhar de outra forma seria muito difícil de identificar”, referiu.

A câmara espera até ao final de 2025 ter estas câmaras a funcionar. 

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