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O presidente da Câmara do Cartaxo garantiu que o município não vai perder os cerca de 1,71 milhões de euros de financiamento comunitário destinados à construção da nova Loja do Cidadão, apesar dos atrasos na obra.

“Não vamos perder este dinheiro. Isso é uma garantia”, assegurou João Heitor (PSD) na reunião de Câmara realizada no dia 16 de abril.

O autarca respondia assim ao PS/Cartaxo que, num comunicado, manifestou preocupação com a eventual perda do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) devido a atrasos na construção da nova Loja do Cidadão.

Segundo o partido, o atraso da obra face ao cronograma inicial torna “praticamente impossível” a sua conclusão dentro dos prazos exigidos para acesso aos fundos europeus, “situação que poderá traduzir‑se num prejuízo financeiro relevante para o município”.

A par dos atrasos, o partido referiu que se têm intensificado as queixas de moradores da zona envolvente relacionadas com a realização de trabalhos em período noturno, “com níveis elevados de ruído para além das 20:00”.

“Estamos perante uma situação preocupante: uma obra, que já levanta questões patrimoniais, corre agora o risco de perder financiamento e representar um prejuízo significativo para o município enquanto permanece inacabada”, refere a vereação socialista no comunicado.

O presidente da autarquia reconheceu na reunião de câmara que a obra não será concluída dentro do prazo inicialmente previsto, lembrando que a Loja do Cidadão deveria estar pronta em maio, mas salientou que os atrasos já eram expectáveis e foram sinalizados quer no mandato anterior, quer no atual.

João Heitor disse ainda que o processo está a ser acompanhado de forma permanente pelo executivo, em articulação com o Governo, nomeadamente com o gabinete do ministro das Infraestruturas.

“Está aqui muita gente com responsabilidade envolvida nisto”, sublinhou, frisando que o município tem seguido um percurso que começou com a captação de fundos “onde ninguém pensava ser possível” que o concelho viesse a ser contemplado.

O autarca reiterou que a nova Loja do Cidadão “vai acontecer” e que os compromissos financeiros serão cumpridos, defendendo que situações desta dimensão exigem “sentido institucional, cooperação e responsabilidade”.

“Não vamos contribuir para ruídos desnecessários no processo que estamos a tratar. Mas também não vamos deixar cair responsabilidades”, avisou, admitindo que a câmara exigirá responsabilidades sempre que se justifique.

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