A elevada sinistralidade no cruzamento que permite acesso à Lapa, Ereira e Pontével (sul), na Variante à EN 365-2 Cartaxo – Aveiras de Cima e a necessidade de retomar o acordo para a execução do Viaduto de Santana, levam Pedro Magalhães Ribeiro, a reivindicar a intervenção da Infraestruturas de Portugal.

Pedro Magalhães Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, enviou, dia 22 de Maio, ofício a António Laranjo, presidente da Infraestruturas de Portugal, alertando para “a elevada sinistralidade no cruzamento que permite o acesso à União de Freguesias de Ereira e Lapa, assim como, à freguesia de Pontével, na zona sul”.

O cruzamento, localizado ao Km 3,5 da Variante à EN 365-2 Cartaxo – Aveiras de Cima apresenta, segundo o autarca “elevada sinistralidade. O Guia para a Elaboração de Planos Municipais de Segurança Rodoviária indica que entre 2010 e 2016, se registaram neste local cinco acidentes com vítimas, com índice de gravidade 60”.

O presidente da Câmara reivindica a “intervenção da Infraestruturas de Portugal para, de imediato, proceder à remarcação da sinalização horizontal, muito gasta ou completamente impercetível em alguns troços”. A construção de uma rotunda no local “que promova a redução de velocidade e a consequente redução de acidentes causados por excesso de velocidade”, é outra das reivindicações do autarca.

Viaduto de Santana “nunca deixou de fazer parte das nossas ambições e tem sido permanentemente reivindicado”

Outra das reivindicações de que o autarca deu conhecimento ao presidente da Infraestruturas de Portugal, é a “necessidade urgente de revisão e ulterior execução, do protocolo já firmado entre o Município do Cartaxo, a REFER e a Estradas de Portugal”, referindo-se ao acordo tripartido que chegou a constituir uma adjudicação de obra em 2012 e que previa a alteração do actual traçado da via-férrea na zona de passagem de nível ao Km 60+090 e a modernização do actual apeadeiro de Santana/Cartaxo, localizado junto da passagem de nível agora existente.

Desde 2014, início do mandato anterior, que Pedro Magalhães Ribeiro afirma junto das duas entidades, “em reuniões de trabalho solicitadas por nós”, que “a construção de uma passagem superior à linha do Norte, é uma obra essencial à mobilidade no nosso concelho e é uma obra estruturante no que respeita ao transporte rodoviário nacional”, explicando que “ao eliminar a passagem de nível em Santana, não só se assegura que a população de Valada não ficará isolada em altura de cheia e que o trânsito circula com uma segurança muito maior para a outra margem do Tejo, mas também se permite à CP poder tirar maior partido da remodelação da linha férrea, feita há anos, que permite velocidades de 220 km/h”.

Sendo que “para além da supressão da passagem de nível, esta obra implica a substituição da ponte rodoviária, cujo estado de conservação condiciona o tráfego rodoviário na EN3-3”, o autarca defende “a elaboração de um novo protocolo conjunto”, que defina a comparticipação de cada entidade, “para que o lançamento de um novo procedimento de adjudicação da obra, possa ser feito quanto antes, resolvendo um constrangimento rodoviário e ferroviário que será estruturante para o nosso concelho, mas também para a região e o país, já que falamos da principal ligação ferroviária nacional”.

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