Foto de Arquivo
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A hasta pública para alienação dos quatro lotes do antigo bairro militar de Santarém voltou a ficar deserta, apesar da descida de 30 por cento do preço que havia sido apresentado há três meses, disse à Lusa fonte do município.

O vereador da Câmara Municipal de Santarém com o pelouro do Património, Jorge Rodrigues, disse à Lusa que houve dois pedidos de visita aos imóveis, que se juntaram à realizada antes da hasta pública marcada para 23 de Fevereiro (por um promotor que fez uma proposta “bastante abaixo” do considerado aceitável pelo município), mas não deu entrada nos serviços nenhuma proposta.

Os quatro blocos de 32 apartamentos, devolutos e em elevado estado de degradação, alojaram militares a prestar serviço na extinta Escola Prática de Cavalaria, que saiu de Santarém em 2006.

O valor base de licitação do edital de Fevereiro último, de 375.424 euros por lote, baixou em 30 por cento, para os 262.797 euros, uma segunda descida depois da hasta pública de 2017, que passou dos 536.320 euros (em Fevereiro) para os 375.424 euros (em Abril).

A ausência de interessados fará com que a Câmara de Santarém analise agora duas outras possibilidades, disse.

Uma será a abertura de candidaturas ao programa “Reabilita Primeiro Paga Depois”, que prevê a venda de edifícios municipais devolutos, com obrigação de realização de obras de reabilitação pelo adquirente, que pode diferir o pagamento do preço até colocação do imóvel no mercado, após o licenciamento e a execução das obras.

A outra passará por encontrar parceiros interessados em reabilitar os imóveis para habitação a custos controlados ou para estudantes, disse Jorge Rodrigues.

O autarca afirmou que a “dinâmica que o mercado mostra neste momento” pode tornar viável a primeira possibilidade.

Segundo Jorge Rodrigues, os dados do IFRRU, instrumento financeiro para a reabilitação urbana, no concelho de Santarém são “muito animadores” quanto aos projectos entrados na autarquia e mais ainda quanto às intenções de investimento existentes.

Os processos entrados no município, acompanhados de orçamentos, totalizam neste momento os 2,5 milhões de euros, mas, se se juntarem os pedidos feitos junto da banca, o valor sobe para os 6,9 milhões de euros, afirmou.

“Se se concretizarem, vamos ter a cidade transformada num estaleiro”, disse o autarca, sublinhando que os projectos abrangidos por este instrumento financeiro se inserem na Área de Reabilitação Urbana, que integra o centro histórico de Santarém e os bairros, junto à margem do Tejo, da Ribeira de Santarém e de Alfange.

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