O Campeonato Amador de Futsal do Ribatejo (CAFR) comemorou esta quinta-feira, 27 de Agosto, o seu oitavo aniversário. Para Hugo Patrício, o rosto mais visível deste projecto, são “oito anos de muitas histórias para contar e tantos sentimentos”, afirmou ao ‘Correio do Ribatejo’.

Foi no dia 27 de Agosto de 2012, no ringue da Romeira, concelho de Santarém, que “quatro equipas de amigos” se juntaram criando uma liga.
“Todos ajudavam e no final conviviamos”, lembra Hugo Patrício.
A Liga Terceiro Anel´’ arrancou com um empate a duas bolas entre o FC Terceiro Anel e os Galácticos, no primeiro jogo.

“Claro está, o nome desta liga veio da equipa organizadora fundada a 1 de Janeiro desse ano por um grupo de amigos amantes do desporto”, recorda.
A equipa local “Ao Mais Alto Nível” cedia o campo, os “Ai Que Sede FC” ajudavam na arbitragem. Com este espírito se iniciou uma liga que era também e sobretudo uma “brincadeira” entre amigos que durou até Maio do ano seguinte.

Na época 2013-2014 passaram a ser nove as equipas, o que exigiu uma “organização diferente”. O desafio foi superado e a partir daí o resultado está à vista. Nova imagem, novo nome e o que começou em redor de uma amizade deu lugar à Liga Amadora Futsal de Santarém que hoje envolve o Ribatejo e se estende além fronteiras.

Já com duas divisões, arbitragem oficial, parceiros, registo de praticantes na Federação Portuguesa de Futebol, exames médicos e seguro obrigatório, possui uma equipa de trabalho “focada em trabalhar em prol do desporto ribatejano”, assegura Hugo Patrício.

Em Novembro de 2015 o CAFR assinou com a Associação de Futebol de Santarém um protocolo, transformando Santarém na “cidade pioneira a nível nacional” no apoio à prática do futsal informal.

“No percorrer deste trajecto de oito anos, o CAFR percorreu várias localidades do Ribatejo e até fora dele, realizaram-se galas, campanhas solidárias, uma selecção amadora rumou a Coimbra, um torneio com a recepção ao seleccionador nacional,” resume Hugo Patrício.

Passaram pelo CAFR centenas de jogadores, técnicos, colaboradores, fundaram-se novos clubes para competir na AF Santarém.

“Estamos em 2020, o crescimento desta brincadeira é fantástico. Olhando para trás foram oito anos de muito trabalho, com muitas horas de dedicação abdicando de muito a nível pessoal. Houve alturas que pensei em desistir, mas com o tempo aprendi que não podemos agradar a todos. Haverá sempre quem critique o teu trabalho mas o importante é tratar todos de forma igual, e respeitar opiniões”, salienta.

Para Hugo Patrício, o que começou como um hobbie, “hoje é algo que levo muito a sério na minha vida. Não cheguei aqui sozinho, tenho tido muita ajuda, mas tenho noção que fui eu que peguei nisto a sério. A paixão que tenho pelo futsal passeia-a para este projecto. Vivo um golo de um participante como se fosse o meu. É muito gratificante ver as pessoas felizes a fazer o que gostam”, admite o responsável.

“No que depender de mim este projecto nunca acabará,” conclui.

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