A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) pediu “bom senso” às autoridades na fiscalização do despacho governamental que proíbe trabalhos agrícolas no âmbito da situação de alerta declarada para hoje e terça-feira por risco de incêndios.

Em comunicado, a CAP apela “às autoridades que tenham o bom senso que faltou a quem determinou esta proibição generalizada”, considerando que a decisão do Governo “deveria ser mais clara e atender aos diferentes tipos de actividades e de sectores agrícolas”.

“As culturas precisam de ser cuidadas e os produtos agrícolas precisam de ser colhidos. Este despacho confunde tudo e, porque confunde tudo, proíbe tudo e trata tudo por igual”, sublinha a confederação presidida por Eduardo Oliveira e Sousa.

O despacho do Governo, publicado em Diário da República, declara a situação de alerta “entre as 00:00 de 27 de Julho de 2020 e as 23:59 de 28 de Julho de 2020 para todos os distritos de Portugal continental” face às previsões meteorológicas que apontam para agravamento do risco de incêndio rural.

Segundo cita a CAP, o despacho determina a “proibição de realização de trabalhos nos espaços florestais e outros espaços rurais com recurso a qualquer tipo de maquinaria”.

A confederação diz que falou com a ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque antes da publicação do despacho, “tendo em vista partilhar conhecimento e argumentos técnicos, mas a governante “não tomou em consideração o conteúdo do que lhe foi transmitido”.

“Como tal, foi criada uma situação com consequências nefastas para a agricultura, para a economia e para o emprego, sem que exista qualquer acréscimo ou benefício para a segurança ou para a prevenção de riscos”, sublinha a CAP.

A confederação diz ter tomado conhecimento, pela comunicação social, de que as autoridades estão a considerar veículos como tratando-se de maquinaria e a impedir, por exemplo, a apanha de melão na zona de Elvas, do tomate no Ribatejo, ou de uvas na Vidigueira e no Redondo.

“Que sentido faz proibir o tratamento e a colheita destes bens perecíveis, cujo risco de incêndio associado é praticamente inexistente?”, questiona a confederação.

Leia também...

VÍDEO | Comerciantes de Santarém querem ‘salvar’ o Natal

A Associação Comercial e Empresarial de Santarém está a lançar, nesta quadra natalícia, uma campanha onde coloca o comércio tradicional no centro das atenções…

CNEMA recebe Concurso Nacional de Azeite

O Concurso Nacional de Azeites de Portugal, evento organizado pelo CEPAAL – Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo e pelo CNEMA,…

Jovem torrejano doa viseiras a agentes da Proteção Civil

Daniel Alexandre, um jovem torrejano doou este sábado, 28 de Março, dezenas de viseiras ao Município de Torres Novas. Este equipamento de protecção individual…

Loja MEO regressa renovada ao TorreShopping

Numa altura de total renovação e rejuvenescimento, a aposta do TorreShopping na renovação das suas lojas é cada vez maior. Exemplo desta nova aposta…