A Cáritas Portuguesa, com o apoio da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), anunciou a abertura de uma campanha de apoio à população da Ucrânia.

“A verba angariada nesta campanha tem como objectivo reforçar a capacidade de resposta da Cáritas na Ucrânia, nos países fronteiriços e o eventual acolhimento a famílias deslocadas em Portugal”, refere a instituição de solidariedade, em comunicado.
A Cáritas Portuguesa refere que se encontra a acompanhar de “forma próxima” a situação de guerra, através da rede Internacional da organização, de forma a “fortalecer a sua capacidade de garantir apoio à população”.

“Tomamos esta medida de urgência face ao pedido de ajuda que nos chega da Cáritas Ucrânia, que tem intensificado a sua resposta junto da população e cujas necessidades aumentam diariamente. Falamos de um apoio de emergência no local em alimentos, medicamentos e abrigo, mas também da urgência de responder à situação dramática de milhares de pessoas deslocadas e que necessitam de ajuda imediata”, refere Rita Valadas, presidente da Cáritas Portuguesa, na nota de imprensa.

A Cáritas e a CEP associam-se, assim, ao apelo do Papa para fazer da Quarta-feira de Cinzas uma jornada especial de jejum e oração pela paz.

A ‘Caritas Internationalis’ lançou um apelo de emergência, que permitirá ajudar cerca de 13 mil pessoas em áreas críticas da Ucrânia, como Kramatorsk, Rubizhne, Zaporizhya, Volnovakha, Mariupol, Kharkiv, Dnipro, Kiev, Zhytomyr, Odesa, Ivano-Frankivk.

As Cáritas da Polónia, Moldávia, Roménia e Eslováquia estão a prestar assistência humanitária e informação segura aos milhares de refugiados que estão a atravessar estas fronteiras.

A Cáritas Portuguesa, através do seu Fundo de Emergências Internacionais, ofereceu 20 mil euros numa ajuda de emergência à Cáritas da Ucrânia, num sinal de “solidariedade”.
Os donativos para o fundo podem ser feitos online, através do IBAN PT50.0033.0000.01090040150.12 ou na rede multibanco – 22222 (entidade) 222 222 222 (referência).

Mais de 500 mil pessoas deixaram a Ucrânia para se refugiar em vários países vizinhos desde que começou a ofensiva militar russa, na madrugada de 24 de Fevereiro, referiu o alto-comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi.

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