Ana Rita Bessa, deputada CDS, questionou a ministra da Saúde sobre a demora no atendimento aos utentes que aguardam cirurgias ortopédicas urgentes no Hospital de Abrantes.

Em comunicado enviado ao Correio do Ribatejo, Ana Rita Bessa pergunta “qual a justificação para que, no hospital de Abrantes, estejam doentes a aguardar em macas durante duas semanas cirurgias ortopédicas urgentes, e se a ministra entende que esta é a forma adequada de prestação de cuidados de saúde de qualidade a que o SNS está obrigado”.

A mesma nota acrescenta que a deputada “quer ainda saber se, estando no final de Julho, a ministra assegura que, conforme terá afirmado o conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo,  durante o mês de Agosto a situação já estará normalizada”.

A deputada dá ainda nota de notícias que tem vindo a público para justificar a questão enviada à governante, onde dá nota do reconhecimento do problema pelo conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo que justificou a situação com a pandemia Covid-19 e com o facto desses doentes serem idosos e a interrupção da medicação obrigar a prolongar o internamento.

Segundo a deputada, o conselho de administração terá também garantido, no entanto, “estar a trabalhar para que o serviço de ortopedia regresse ao hospital de Abrantes com um aumento do número de camas e que espera ter a situação normalizada em Agosto”.

Apesar desta justificação apresentada, o Grupo Parlamentar do CDS-PP considera “não ser possível a tranquilidade com a qualidade assistencial dos cuidados de saúde que estão a ser prestados a estes doentes”.

“Se, por um lado, compreendemos que em consequência da pandemia houve a necessidade de reorganizar serviços e camas nos hospitais, por outro lado, entendemos que essa reorganização teria necessariamente de ser feita sem colocar em causa a qualidade dos cuidados prestados. E, a nosso ver, deixar doentes duas semanas em macas a aguardar cirurgias que foram “classificadas” como urgentes não parece ser a forma mais adequada de reorganizar os serviços de saúde”, defende a deputada.

“Relembramos que os doentes não Covid não podem ser esquecidos ou secundarizados e que o seu acesso à prestação de cuidados de saúde de qualidade e em tempo clinicamente útil continua a ser um direito que lhes assiste e uma obrigação do Estado”, conclui.

Leia também...

Cartaxo atribuí medalhas de Mérito Municipal a pessoas e entidades da linha da frente no combate à covid-19

A Câmara Municipal do Cartaxo assinala esta quinta-feira, 10 de Dezembro, o 205.º Aniversário da Elevação do Cartaxo a Concelho, numa cerimónia onde serão…

Homem detido por posse ilegal de armas em Santarém

Um homem de 51 anos de idade foi detido pela Guarda Nacional Republicana, no dia 13 de Outubro, por posse ilegal de armas de…

VÍDEO | João Moutão toma posse como presidente do Instituto Politécnico de Santarém

O professor João Moutão tomou posse como presidente do Instituto Politécnico de Santarém esta segunda-feira, 14 de Dezembro, numa sessão solene realizada no Auditório…

Número de incêndios dobrou e área ardida quadruplicou em 2019

A época de fogos considerada mais critica termina na segunda-feira, com uma redução de meios na primeira metade do mês de Outubro, que será…