As cerimónias religiosas comunitárias regressam hoje após uma pausa de mais de dois meses provocada pela covid-19, com regras excepcionais, tendo a Direção-Geral da Saúde (DGS) alertado para o “risco aumentado” de propagação do novo coronavírus.

No documento em que define as medidas de prevenção e controlo a adoptar em locais de culto pelas instituições religiosas e pelos cidadãos, a DGS reforçou que “nos locais de culto e religiosos existe risco de transmissão directa e indirecta de SARS-CoV-2 [o novo coronavírus, que provoca a doença covid-19]”, que exigem cuidados máximos.

Do lado das confissões religiosas, a retoma das celebrações presenciais está a ser encarada com um misto de alegria e cautela, segundo os responsáveis de várias entidades contactadas pela Lusa, nomeadamente, os porta-vozes da Igreja Católica, da Comunidade Islâmica de Lisboa, da Comunidade Israelita e da Aliança Evangélica Portuguesa.

Em comum, a vontade de voltar a partilhar os espaços de culto com os fiéis, e a noção de responsabilidade em cumprir as novas normas acordadas com a DGS de forma a maximizar a segurança dos participantes nos rituais religiosos.

Além das regras gerais, como o distanciamento de dois metros entre os participantes e o uso de materiais de protecção, comuns a todas as celebrações religiosas, cada confissão tem ainda de adaptar os seus rituais específicos às novas regras.

Lá fora, também há novidades em termos das cerimónias religiosas, como por exemplo o retorno no domingo, ao meio-dia, da tradicional oração do Angelus, proferida pelo Papa Francisco a partir da janela do Palácio Apostólico de Roma, perante os fiéis, autorizados a reunir-se novamente na Praça de São Pedro.

Antes, no sábado, Francisco orará nos jardins do Vaticano por todos os afectados pela pandemia, numa iniciativa a que o Santuário de Fátima se vai associar.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 362 mil mortos e infectou mais de 5,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Em Portugal, morreram 1.383 pessoas das 31.946 confirmadas como infectadas, e há 18.911 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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