Os Celestes de Santa Clara e os Arrepiados de Santarém estão entre os 140 Doces Finalistas Distritais às 7 Maravilhas Doces de Portugal, num total de 7 Doces por distrito. O Município de Santarém apela ao voto nestas duas iguarias, de 27 de Junho a 5 de Julho (dia do programa dedicado aos 7 doces finalistas de Santarém), dignos representantes do distrito de Santarém, de modo a chegarem à final das 7 Maravilhas Doces de Portugal (o número de telefone será disponibilizado em breve).

Os Celestes de Santa Clara (doce conventual) estão incluídos na Categoria Doce de Território e os Arrepiados de Santarém estão incluídos na Categoria Biscoitos e Bolos Secos. De acordo com o regulamento do concurso os 140 doces apurados para as finais distritais, vão ser votados pelo público em 20 programas de daytime, a emitir em direto pela RTP, nos meses de julho e agosto. De cada programa na RTP sai um pré-finalista que passa às semifinais.

A novidade desta edição do concurso é a existência de um Grande Júri constituído por 7 figuras do espaço mediático, que será responsável pela repescagem de 8 candidatos que se vão juntar aos 20 pré-finalistas apurados pelo público, resultando numa lista de 28 pré-finalistas.
Os 28 pré-finalistas são depois divididos por sorteio pelas duas semifinais, que decorrem nos dias 24 e 31 de Agosto, em dois programas transmitidos em direto pela RTP1.

Em cada semifinal são apurados os 7 doces que têm mais votos contabilizados. Fase em que os 7 elementos do Grande Júri assumem grande preponderância, comentando e provando os doces. A Gala Finalíssima decorre a 7 de Setembro, em horário nobre. Dos 14 finalistas apurados vão ser eleitos sete doces pelos portugueses como “Sete Maravilhas de Portugal”.
As 7 Maravilhas Doces de Portugal têm o objectivo de eleger os melhores doces de Portugal, enfatizando a tradição e a inovação, associadas a determinada região do país.

A receita dos Celestes, confeccionados à base de amêndoa sem pele, gemas de ovo, açúcar e obreia (folhas de hóstia), tem uma história associada. Ainda nova, Beatriz Ribeiro – doceira de Santarém, veio trabalhar para Santarém para casa de Ajax Rato, que era padrinho de uma freira do Convento de Santa Clara. A receita foi criada pelas monjas Clarissas deste convento. Daí advém o seu nome que durante muitos anos se manteve dentro dos claustros do Convento e acabou por “escapar”. Ajax Rato decidiu comercializar os bolos numa mercearia que possuía no centro da cidade de Santarém. Para manter em segredo a receita, Ajax tinha o cuidado de esconder a confecção da massa, mas Beatriz Ribeiro conseguiu perceber o segredo e assim, após a morte do patrão, e com a autorização da sobrinha, começou a comercializar os famosos Celestes de Santa Clara, como refere Ana Figueiras, sua filha que dá continuidade ao fabrico deste doce conventual, conhecido e apreciado de norte a sul do País.

Os Arrepiados de Santarém, confecionados com amêndoa, açúcar e claras de ovo, embora também fossem confecionados nos conventos, surgiram da necessidade de dar utilidade às claras de ovo, que sobravam da utilização de outros bolos, confecionados apenas com gemas de ovo.

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