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A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo) realizou esta semana, no Hospital de Tomar, a primeira cirurgia oncológica com recurso a tecnologia robótica no Médio Tejo, num momento histórico para a instituição e para a região. A actividade em cirurgia robótica arrancou de forma faseada no início de Fevereiro, concretizando um investimento de 2,4 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e representando um passo decisivo na modernização tecnológica e na diferenciação clínica da instituição.

Desde o arranque da actividade foram já realizadas sete intervenções com recurso a esta tecnologia, numa implementação progressiva e cuidadosamente planeada. A introdução da cirurgia robótica foi estruturada pela equipa cirúrgica através da realização inicial de procedimentos simples e frequentes na prática clínica, em doentes com perfil favorável e sem complicações médicas associadas, tendo começado por colecistectomias e apendicectomias.

“A introdução da cirurgia robótica foi preparada de forma rigorosa, com formação e credenciação internacional das equipas, garantindo todas as condições de segurança. A cirurgia oncológica agora realizada demonstra a maturidade do processo e abre caminho à consolidação e expansão progressiva desta tecnologia nas diferentes áreas cirúrgicas”, explica Firmo Mineiro, médico cirurgião, responsável pelo Departamento Cirúrgico da ULS Médio Tejo.

A cirurgia robótica representa uma evolução da laparoscopia e permite maior precisão técnica, melhor visualização do campo operatório e uma abordagem minimamente invasiva. Para os doentes, traduz-se numa intervenção mais segura e com potencial melhoria na recuperação pós-operatória; para os profissionais, proporciona maior estabilidade e controlo durante o acto cirúrgico. 

“Esta tecnologia acrescenta qualidade técnica ao acto operatório e reforça a segurança para o doente”, afirma Firmo Mineiro. No que diz respeito à sua utilização no domínio oncológico, o responsável explica: “Em contexto oncológico, a cirurgia robótica permite-nos operar com maior precisão e melhor visualização das estruturas anatómicas, o que é particularmente relevante quando falamos de margens cirúrgicas e preservação de tecidos”.

A introdução da cirurgia robótica insere-se numa estratégia mais ampla de modernização das três unidades hospitalares da ULS Médio Tejo. Nos últimos anos, a instituição investiu mais de nove milhões de euros em melhorias estruturais e tecnológicas, incluindo a nova Ressonância Magnética no Hospital de Abrantes, a requalificação energética com instalação de painéis fotovoltaicos, a renovação da rede de águas e a modernização das áreas de Consulta Externa e da Urgência Médico-Cirúrgica.

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