O município de Coruche encerrou o exercício económico de 2025 com um resultado líquido positivo de cerca de 2,47 milhões de euros, segundo o relatório de gestão.

De acordo com o documento consultado hoje pela Lusa, o resultado líquido do exercício fixou-se em 2.472.416,15 euros, representando um aumento de 46,8% face a 2024, impulsionado pelo crescimento “das transferências do Estado e dos subsídios obtidos”.

No plano orçamental, a receita total arrecadada atingiu cerca de 32,8 milhões de euros, enquanto a despesa total se fixou em 26,37 milhões de euros, gerando um saldo positivo superior a 6,3 milhões de euros.

A autarquia registou assim uma evolução positiva das contas, com a receita total a superar o valor da despesa e a permitir reforçar o saldo de gerência, que subiu para 23,78 milhões de euros, mais 6,2 milhões do que no ano anterior.

As receitas correntes ascenderam a 26,57 milhões de euros, constituindo a base do financiamento municipal, enquanto as receitas de capital totalizaram 6,15 milhões de euros.

Na estrutura da receita, destacam-se as transferências do Estado, que representam cerca de 45,9% do total, e os impostos municipais, nomeadamente IMI e IMT, considerados “pilares essenciais do financiamento autárquico”.

Do lado da despesa, o município pagou 26,37 milhões de euros, com a despesa corrente a ascender a 19,56 milhões de euros, registando um aumento de 6,8% face a 2024, enquanto a despesa de capital fixou-se em 6,81 milhões de euros, evidenciando uma redução de 26,8%.

As despesas com pessoal constituíram a principal rubrica, com 9,92 milhões de euros, correspondendo a cerca de 37,6% da despesa total, seguindo-se a aquisição de bens e serviços, com 5,83 milhões de euros.

Segundo o município, o aumento da despesa corrente ficou a dever-se sobretudo “à atualização salarial, ao reforço de trabalhadores e ao acréscimo dos custos operacionais, nomeadamente com bens e serviços”.

No que respeita ao investimento, a autarquia aplicou cerca de 6,59 milhões de euros no Plano Plurianual de Investimentos, correspondente a uma taxa de execução de 37,5%, com destaque para intervenções em infraestruturas, equipamentos públicos, mobilidade e eficiência energética.

Entre os principais investimentos incluem-se requalificações urbanas, obras em unidades de saúde, pavimentações, projetos de mobilidade e aquisição de equipamentos municipais.

 A dívida total do município fixou-se em cerca de 5,14 milhões de euros no final de 2025, sendo que, excluindo operações não orçamentais e outras componentes técnicas, a dívida está fixada nos 3,14 milhões de euros.

O município destaca ainda indicadores de solidez financeira, “como uma autonomia financeira de 96% e uma liquidez elevada”, que “assegura capacidade para cumprir compromissos de curto prazo”.

Na análise global, a autarquia considera que 2025 foi marcado por “uma consistente estabilidade financeira”, sublinhando a capacidade de manter o equilíbrio das contas e de “assegurar condições para promover o desenvolvimento económico e social do concelho”.

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