A Direção-Geral da Saúde (DGS) indicou que “está a avaliar tecnicamente” a questão da redução do período de isolamento de infectados com o coronavírus que causa a covid-19 e a recolher provas científicas.

Questionada pela Lusa sobre o assunto, citando o caso dos Estados Unidos, que diminuiu o isolamento dos infectados assintomáticos e dos contactos de risco, a DGS referiu, sem mais detalhes, que “está a recolher a melhor evidência científica e a avaliar tecnicamente essa questão”.

Em declarações à SIC, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, disse que estão a ser avaliados vários indicadores, nomeadamente a incidência e a transmissibilidade da infecção e os internamentos.

Antes, em entrevista à RTP, Lacerda Sales admitiu que, perante a evolução da pandemia, a redução do período de isolamento, adoptada também pela Região Autónoma da Madeira e Reino Unido, “é uma possibilidade”, sendo uma “matéria que está a ser estudada” pela DGS.

Ontem, após a reunião do Conselho de Ministros, o ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, remeteu uma decisão sobre o assunto para as autoridades de saúde, em particular para a DGS, assinalando que em causa está uma decisão técnica e não política.

A Ordem dos Médicos considera que a nova fase da pandemia da covid-19 exige “uma adaptação ágil” das normas e procedimentos, recomendando a redução do isolamento de dez para sete dias.

A Madeira reduziu ontem para cinco dias o isolamento de infectados assintomáticos com o vírus que causa a covid-19 e de quem contactou com casos positivos, acabando mesmo com a quarentena de contactos vacinados com a terceira dose.

As mudanças devem-se à predominância da variante Ómicron do SARS-CoV-2 e à “actual evidência científica”, que “sugere que a maior parte da transmissão” ocorre “no início do curso da doença”, geralmente, nos dois dias “antes do início dos sintomas” e dois a três dias depois, segundo uma circular da Secretaria Regional de Saúde e Proteção Civil da Madeira.

Os Estados Unidos reduziram de dez para cinco dias a duração do período de isolamento das pessoas que testam positivo para a covid-19, desde que estejam assintomáticas.

De acordo com fonte dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças norte-americano, a orientação está em sintonia com indicações crescentes de que as pessoas infectadas com o novo coronavírus são mais contagiosas dois dias antes e três dias depois de desenvolverem sintomas.

O Reino Unido diminuiu o período de isolamento de dez para sete dias para pessoas vacinadas que ficaram infectadas.

A Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública entende que a informação científica que suporta a redução do período de isolamento de doentes com covid-19 “não é muito robusta”, defendendo que as vantagens desta medida devem ser discutidas.

Leia também...

Mulheres Socialistas do Cartaxo chamam sexualidade ao debate público

As Mulheres Socialistas do Cartaxo vão organizar uma sessão de mesa redonda subordinada à temática “Sexualidade | Género, Orientação Sexual e Erotismo” que decorre…

HDS promove Jornadas da Cardiologia de Santarém

As XXVI Jornadas de Cardiologia de Santarém, presididas por Vítor Martins, director do Serviço de Cardiologia do Hospital Distrital de Santarém (HDS), irão decorrer…

‘Programa Abem’ garante acesso gratuito a medicamentos no concelho da Chamusca

Parceria entre o programa e o concelho iniciou-se em 2017, tendo sido abrangidos 87 agregados familiares e dispensadas mais de 20 mil embalagens de…

Centro Hospitalar do Médio Tejo garante que exames TAC não têm lista de espera

O Centro Hospitalar do Médio Tejo garantiu hoje que “não existe lista de espera” para a realização de exames de Tomografia Axial Computorizada (TAC)…