Os aficionados portugueses – para além dos principais agentes sócio-profissionais da Festa Brava – marcaram presença, como se impunha, no Campo Pequeno em número muito expressivo ao longo de todo o passado sábado, dia dedicado à afirmação da tauromaquia nacional e à defesa intransigente da liberdade de opção cultural, consagrada no texto constitucional mas vilipendiada na praça pública.

O programa mereceu o acolhimento generalizado das gentes aficionadas suscitando a enorme afluência de público heterogéneo, quer do ponto de vista de género, como a nível etário, bem assim como, igualmente, em termos das regiões da sua origem. A bem dizer, de todo o país!

O programa incluía diversas actividades dedicadas às crianças, desde a recreação de jogos e de brincadeiras, como, sobretudo, através das acções de sensibilização artística, muito bem acolhidas pelas centenas de crianças que, livremente, puderam aceder a manifestações culturais que fazem parte da nossa memória colectiva. Sem as mordaças com que alguns políticos e pseudo-intelectuais de trazer por casa nos querem silenciar.

O fado, o cante alentejano, o “folclore”, as sevilhanas, o flamenco, a música ligeira e a música filarmónica condimentaram uma boa parte da programação, oferecendo momentos de muita alegria e diversão. As demonstrações de toureio, equestre e a pé, e de pegas constituíram outro grande aliciante, a par do “show” dos recortadores e da exibição de equitação, de trabalho e de alta escola, proporcionando vistosas encenações, envolvendo a dança, o canto e a arte de montar.

O lançamento do livro sobre o matador Mário Coelho foi muito concorrido e proporcionou alguns dos momentos mais vibrantes da jornada, nomeadamente através da vigorosa intervenção de Manuel Alegre em favor da tauromaquia e dos direitos constitucionais de quantos – legitimamente – apreciam esta expressão cultural e artística tão enraizada na nossa matriz identitária. “O gosto não se impõe por decreto”, afirmou categoricamente o poeta e político, visando certeiramente as intervenções de membros do actual Governo da República, que numa atitude lamentável, incumprem o seu dever de respeitar a Constituição da República.

A chave de ouro com que culminou esta histórica jornada foi o Festival taurino, que culminou apoteoticamente com todos os espectadores e os toureiros a cantarem o Hino Nacional “A Portuguesa”, após haverem exibido na arena uma tarja com a mensagem “Esta é a Nossa Casa”, numa eloquente e digna alusão aos tempos conturbados que envolvem o futuro da Praça de Touros do Campo Pequeno.

Ludgero Mendes

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