A Diocese de Setúbal admitiu hoje que o número de voluntários e famílias de acolhimento de peregrinos no âmbito da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que decorrerá de 01 a 06 de agosto, em Lisboa, ainda está aquém das expectativas.

“Temos um crescendo do número de famílias de acolhimento, mas continuamos a precisar de muitas mais. Na Diocese de Setúbal já temos à volta de 360 famílias inscritas como famílias de acolhimento, mas continuamos neste trabalho de angariação para conseguirmos ter mais famílias”, disse à agência Lusa o coordenador do Comité Organizador da JMJ da Diocese de Setúbal, João Marques.

“Em relação ao número de peregrinos a acolher em famílias, ainda estamos muito abaixo. Temos cerca de 20 a 30% das famílias que deveríamos ter”, acrescentou João Marques, lembrando que se o número de famílias de acolhimento não for suficiente alguns “peregrinos serão colocados em espaços coletivos”.

No que respeita ao número de voluntários, a Diocese de Setúbal diz já ter cerca de 1.100 voluntários inscritos, um número que já deverá permitir dar alguma resposta às necessidades das paróquias. No entanto, João Marques reconhece que “o ideal seria ter o dobro”, cerca de 2.200 voluntários.

Questionado sobre a organização de transportes e sobre a alimentação dos peregrinos que ficarão alojados na região de Setúbal, João Marques lembrou que estas questões são “tratadas a nível central”.

“Sobre a rede de alimentação, não tenho números para dar. Aquilo que sei é que foi feita uma divulgação para que os espaços de restauração pudessem aderir a uma rede que garantirá a alimentação dos peregrinos. Cada peregrino recebe um ‘voucher’ para poder fazer as suas refeições nos espaços aderentes”, explicou.

Em relação aos transportes, explicou, foi elaborado um plano de mobilidade por parte do Governo.

“E agora há uma equipa na organização que está a tratar com as operadoras de transportes que possam também aderir, de forma a que os peregrinos possam circular com um passe que lhes vai ser fornecido quando chegarem”, acrescentou João Marques.

A Diocese de Setúbal, que juntamente com as congéneres de Lisboa e Santarém foi uma das três escolhidas para o acolhimento de peregrinos na JMJ, espera acolher cerca de 90.000 peregrinos, prevendo-se que cerca de 20% fiquem em famílias de acolhimento e os restantes 80% em espaços de acolhimento coletivo.

A edição deste ano da Jornada Mundial da Juventude, considerada o maior acontecimento da Igreja Católica no mundo, esteve inicialmente prevista para 2022, mas foi adiada devido à pandemia de covid-19.

O Papa Francisco foi a primeira pessoa a inscrever-se na JMJLisboa2023, no dia 23 de outubro de 2022, no Vaticano, após a celebração do Angelus. Este gesto marcou a abertura mundial das inscrições para o encontro mundial de jovens com o Papa.

Até ao momento já iniciaram o processo de inscrição mais de meio milhão de jovens.

A JMJ nasceu por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, tendo já passado por Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

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