A oitava edição do ‘Tejo a Copo’ regressou esta tarde ao Convento de S. Francisco em Santarém, onde 28 produtores da região Tejo deram a provar os seus vinhos.
Promovido pela Comissão Vitivinícola Regional dos Vinhos do Tejo, o evento permitiu as habituais provas livres, feitas em exclusivo com copo do evento, contando ainda com provas comentadas pelo sommelier e embaixador dos Vinhos do Tejo Rodolfo Tristão.
Ao Correio do Ribatejo, o secretário geral da CVR Tejo considerou “bastante positivo” o balanço desta iniciativa que “se tem vindo a afirmar na cidade de Santarém”.
“Os produtores estão satisfeitos, não está uma enchente muito grande, o tempo também não ajudou, tínhamos prevista música ao vivo nos claustros do convento que tivemos de cancelar por isso mesmo”, afirmou João Silvestre.
“É uma tradição haver um Tejo a Copo anual neste espaço, este ano com algumas novidades, como a iniciativa que decorreu da parte da manhã, o “Entre Caves & Vinhos” que rumou à Quinta da Ribeirinha, com a finalidade de promover o enoturismo e a valorização dos produtos da região e do seu território”, acrescentou.
O cinquentenário produtor de vinhos Quinta da Ribeirinha, situado na Póvoa de Santarém, abriu as suas portas dando a aprovar uma selecção dos seus melhores vinhos e também possibilitando a visita às caves de barricas e garrafeira com interpretação do estágio dos vinhos e espumantes e prova orientada no antigo lagar de azeite, hoje transformado em sala de provas.
João Silvestre destacou ainda as quatro masterclasses “todas elas esgotadas”. Na edição deste ano foram quatro, com temas bastante variados como o Tejo Heritage, enaltecendo vinhos que são já “referências”; Terroirs, onde se provaram vinhos com diferenciação dos quatro terroirs do Tejo; Out Of The Box, com vinhos literalmente “fora-da-caixa” e que acompanham tendências para chegar a novos consumidores; e, por último, o Tejo Wine Route 118, uma viagem pela estrada vínica do Tejo, sempre com vinhos com certificação DOC doTejo e IG Tejo.
Questionado sobre o contexto económico em que vivemos, João Silvestre reconheceu estarmos a atravessar “uma época difícil, não só a nível regional, mas a nível global”.
“Temos de ser resilientes. Há uma diminuição clara no consumo, principalmente de vinhos tintos, havendo uma tendência crescente para o consumo de vinhos brancos, com menos álcool, mais descomplicados, mais fáceis de beber.
O responsável reconhece ainda que “as margens exageradas” que os restaurantes praticam desincentivam muito o consumo”, critica.
“O nosso grande desafio é pôr as novas gerações a beber vinho, e esse é um dos grandes desafios do sector”, salienta o secretário geral da CVR Tejo.
Este ano, os produtores presentes no Tejo a Copo do Convento de S. Francisco foram a Adega de Almeirim, Adega do Cartaxo, Agro-Batoréu, Casa Cadaval, Casa Paciência, Casal da Coelheira, Casal do Conde, Condado Portucalense, Companhia das Lezírias, Enoport, Fiuza, Herdade dos Templários, Ode Winery, Quinta da Alorna, Quinta da Atela, Quinta da Badula, Quinta da Escusa, Quinta da Lagoalva, Quinta da Lapa, Quinta da Ribeirinha, Quinta do Casal Branco, Quinta do Casal Monteiro, Quinta dos Penegrais, Quinta Monteiro de Matos, Quinta Vale do Armo, Rui Reguinga, Santos & Seixo e SIVAC.
No recinto do Tejo a Copo, os petiscos estiveram a cargo da Casa dos Torricados e a animação foi garantida pelo DJ Fernandinho, ao vivo.
Em jeito de spin-off do Tejo a Copo, a CVR Tejo estreou, em 2025, um evento a solo na capital, tendo já data para este ano: o Tejo na Praça vai realizar-se a 20 de Junho (Dia da Fernão Pires), na Praça Beato, em Lisboa.
Em Setembro o Tejo a Copo ruma à cidade de Tomar numa parceria da câmara local e da CVR Tejo, entidade que não fecha a porta a repetir este Tejo a Copo noutros municípios da região.
