A Comunidade Católica com Deficiência Visual promoveu, este domingo, um encontro de oração para assinalar o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência e alertar para a necessidade de ir ao encontro das que permanecem “escondidas, isoladas, abandonadas”.

Américo Azevedo, que faz parte da Comunidade Católica com Deficiência Visual, disse no início do encontro, participado por mais de 50 pessoas e que contou também com a presença de D. José Traquina, presidente da Comissão Episcopal que dinamiza o Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência e Bispo de Santarém e de D. Manuel Linda, bispo do Porto, que são necessários evangelizadores para ir ao encontro de todos.

“Em pleno século XXI, ainda há pessoas com deficiência escondidas, isoladas, abandonadas, sem ninguém que vá ao seu encontro”, afirmou Américo Azevedo, cego, com paralisia cerebral e que faz parte do Secretariado da Pastoral da Saúde.

O encontro começou com súplicas para que as pessoas com deficiência “tenham a graça de ter quem parta ao seu encontro” para falar da fé cristã, certos de que a fragilidade é um caminho para ser discípulo de Jesus.

“Que a fragilidade seja para nós motivo de reflexão, de consciencialização de que é na fragilidade que Tu nos fortaleces e serves-Te dela para sermos Teus discípulos , numa sociedade cada vez mais escrava do consumismo, do egoísmo”, afirmou Américo Azevedo.

José Maria Marrecas Ferreira, coordenador da Comunidade Católica com Deficiência Visual, dirigiu palavras de acolhimento aos presentes e disse que o encontro, que teve por tema “E Eu, digo Sim!”, desafia todos a pensar no que é “possível fazer” para “incluir todos”.

Recordando as palavras do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude, José Ferreira disse que é necessário “pensar em todos” para descobrir como é possível estar “com todos, todos, todos”.

D. José Traquina, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, onde se inclui o Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência, referiu-se a um “crescendo de sensibilidade” pela integração de todos na sociedade, nomeadamente na Igreja Católica.

“Se pretende ser uma sociedade desenvolvida, tem de ser para todos. As pessoas com deficiência não podem deixar de estar presentes, serem cuidadas e integradas”, afirmou D. José Traquina, Bispo de Santarém, lembrando que que a Igreja “procurou dar passos”, que se têm de alargar.

O encontro, coordenado por Ana Sofia Teixeira, que pertence à Comunidade Católica com Deficiência Visual, terminou com uma intervenção do bispo do Porto, manifestando o “enorme apreço” pela iniciativa.

“Enorme apreço pela beleza desta oração, porque dou-me conta de que há pessoas que sintonizam em prol da dignidade humana, enorme apreço pela Comunidade Católica com Deficiência Visual”, disse D. Manuel Linda.

O bispo do Porto lembrou que todos são frágeis e apelou à sensibilização da opinião pública para a necessária atenção às pessoas com deficiência, “mesmo dentro da Igreja”.

“Somos obrigados, em consciência a fazê-lo”, afirmou, valorizando o trabalho da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, que “leva muito a sério” o acompanhamento das pessoas com deficiência.

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