A cooperativa AgroAlpiarça, da qual a Câmara Municipal de Alpiarça detém 99,87% poderá encerrar portas. O assunto foi debatido durante a reunião do executivo camarário na manhã de quinta-feira, 8 de Setembro.

O assunto foi chamado à reunião pelo vereador da CDU (Coligação Democrática Unitária) João Arraiolos, que deu nota de circularem rumores que a cooperativa estaria muito perto de encerrar portas. A presidente da Câmara, Sónia Sanfona, explicou que a situação está a ser avaliada ao pormenor e que já houve uma reunião entre os serviços financeiros da autarquia e o Revisor Oficial de Contas da cooperativa para entender a situação financeira em que a AgroAlpiarça se encontra. A autarca avançou que o Tribunal de Contas tem exigido “o cumprimento de normativas legais e a adopção de medidas para diminuir os encargos do município com a AgroAlpiarça”.

Segundo o actual presidente da cooperativa, Jorge Freitas, que é também vereador eleito pelo Partido Socialista, a AgroAlpiarça apresentava, a 31 de Dezembro de 2021, um passivo de 827.213,75 euros. Face aos valores elevados em dívida e aos custos inerentes à campanha de vindima, a autarquia decidiu alienar as uvas a uma empresa privada. “Não há liquidez para suportar os custos de uma vindima”.

A autarca explicou ainda que nenhuma decisão está tomada, até porque, segundo a legislação das cooperativas, a apesar da Câmara Municipal deter a grande maioria da AgroAlpiarça, tem direito apenas a um voto em assembleia geral, assim como os outros 9 cooperantes que detém 0,13%. Ainda assim a autarca garantiu que a decisão que for tomada no futuro será, no seu entender, a que melhor defende os interesses do município.

Leia a notícia completa na edição impressa de 16 de Setembro do Correio do Ribatejo

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