Escola Secundária Sá da Bandeira vai organizar, entre os dias 19 e 21 de Janeiro, o XXIV Encontro Internacional de Jovens Cientistas das Escolas Associadas da UNESCO.

Subordinado ao tema “Diversidade Cultural: as línguas indígenas, factor de sustentabilidade do planeta Terra”, no âmbito da década internacional das línguas indígenas, (2022-2032), o encontro realizar-se-á, pelo segundo ano consecutivo, em ambiente online.

Segundo a organização, “esta temática insere-se dentro dos objectivos de desenvolvimento sustentável, nomeadamente “reduzir as desigualdades no interior e entre os países”, que se enquadram na agenda mundial da ONU, e que, até 2030, todos os países devem implementar.

Este XXIV encontro tem como objectivos principais, consciencializar as pessoas sobre a inclusão dos povos indígenas na sociedade, alertando sobre seus direitos, pois, muitas vezes, são segregados e/ou excluídos da cidadania, – aumentar a consciência sobre a importância das línguas indígenas / minoritárias para o desenvolvimento sustentável, construção da paz e reconciliação das nossas sociedades e preservar, revitalizar e promover as línguas indígenas/minoritárias no mundo.

O encontro virtual vai juntar catorze escolas, cinquenta e sete alunos e vinte e dois professores: Naturwissenschaftliches Technikum Dr.Künkele – Landau (Alemanha); Colégio Magno; Colégio Guilherme Dumont Villares – S. Paulo, Colégio Afonso Pena – Santos- (Brasil); Colégio Los Abetos – Madrid, Instituto de Educación Secundaria Luis Seoane de Pontevedra, Instituto de Educación Secundaria Pazo da Mercé e Colégio Eduardo Pondal (Espanha); Hudson High School – Hudson e Newton South High School – Newton (Estados Unidos da América); International School of Turin – Turim (Itália) e, de Portugal, onde se incluiu a Escola Secundária Sá da Bandeira, as escolas, Dr. Bernardino Machado (Figueira da Foz) e a Escola Secundária Maria Lamas, (Torres Novas).

Estes encontros internacionais de Jovens Cientistas resultaram de uma participação de uma professora e de uma aluna da ESSB num encontro realizado em Paris em 1998 sobre “Cientistas do Futuro: Mulheres e Homens”, que visava chamar as mulheres para a carreira científica nas zonas do globo onde isso lhes estava vedado, disse.

A ESSB agarrou o desafio de promover encontros idênticos a nível local, tendo logo nesse ano realizado o primeiro, então ainda de âmbito nacional, na Estação Zootécnica Nacional (EZN), onde os jovens conviveram directamente com o trabalho dos investigadores daquela instituição, mas o encontro ganhou outras dimensões.

Actualmente, a Escola Secundária Sá da Bandeira é o único estabelecimento de ensino, a nível mundial, que deu seguimento ao projecto, daí o prestígio que alcançou, tendo recebido, em 2005, o Pilar para a Paz, atribuído pela primeira vez pela UNESCO a uma instituição de ensino.

Em termos do desenvolvimento do projecto educativo das escolas envolvidas, estes encontros têm servido como “catalisador para o desenvolvimento de parcerias”.

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