A inauguração da Feira do Ribatejo/Feira Nacional da Agricultura incluiu uma homenagem póstuma ao campino António Colorau, figura ligada à campinagem ribatejana e à memória identitária do certame.

A evocação foi promovida pelo CNEMA e recebida pela mulher e pela filha de António Colorau, num momento simbólico de valorização da figura do campino, presença central na história da Feira do Ribatejo desde a sua criação, em 1954, por Celestino Graça.

A homenagem recuperou a ligação da feira à cultura tradicional ribatejana, em particular à campinagem, ao trabalho na lezíria, ao maneio do gado bravo e à representação de uma profissão hoje cada vez mais rara, mas profundamente associada à identidade agrícola e cultural da região.

António Colorau foi recordado como um homem ligado à lezíria e à Casa Infante da Câmara, onde, sempre que podia, acompanhava e ajudava os campinos nas tarefas ligadas ao campo e ao gado bravo.

Num certame dedicado à agricultura e ao mundo rural, a homenagem sublinhou também a dimensão patrimonial da Feira do Ribatejo, que continua a cruzar produção agrícola, inovação, tradição, etnografia e memória colectiva.

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